PIB português cresceu 4,9% em 2021, estimativa preliminar

Publicado em 31/01/2022 19:48 em Economia Geral

O INE, na estimativa rápida a 30 dias, admite que o Produto Interno Bruto (PIB) português tenha crescido 4,9%, depois de em contexto de pandemia de Covid-19 a riqueza produzida ter caído 8,4% em 2020.

A confirmar-se esta estimativa preliminar para 2021, o produto português no ano passado ficou 3,9% abaixo de 2019.

Para em 2022 a riqueza produzida chegar ao mesmo nível de 2019, é necessário que este ano o PIB cresça 4,1%, o que significa que é provável que no ano em curso o PIB não seja significativamente superior ao de três anos, mesmo com os fundos europeus que António Costa baptizou como «Bazuca».

Tanto mais que algumas nuvens negras pairam sobre as economias de todo o mundo, com estrangulamento nos fornecimentos de produtos essenciais para a indústria, de escassez de alguns produtos alimentares básicos e aceleração de preços, agravados por problemas nos transportes, nomeadamente marítimos, com atrasos e aumento do seu preço.

E não vale a pena discutir a componente especulativa da escassez no mercado de alguns produtos e do aumento dos preços, porque, na verdade, independentemente da sua natureza, tenderá a dificultar a recuperação e o crescimento económico mundial.

Os dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística apontam para o quarto trimestre de 2021 um crescimento homólogo (face ao mesmo período ao ano anterior) de 5,8% e um acréscimo em cadeia (comparando com o trimestre precedente) de 1,6%.

O INE destaca que a procura interna apresentou em 2021 um contributo positivo expressivo para o crescimento do PIB, com recuperação do consumo privado e do investimento, e o contributo da procura externa líquida de bens e serviços foi bastante menos negativa do que em 2020, com claros crescimentos tanto das importações como das exportações.

Fernando Valdez

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