Volume negócios Sonaecom baixa primeiros nove meses 2020

Publicado em 05/11/2020 10:12 em Empresas

O volume de negócios da Sonaecom baixou 3,0% nos três primeiros trimestres de 2020, para 99,5 milhões de euros, revelou a sub-holding do grupo Sonae para as tecnologias, telecomunicações e media.

Em comunicado de resultados, a Sonaecom indica, contudo, que as suas receitas de serviços cresceram 4,5%, para 38,5 milhões de euros, compensando parcialmente a queda de 7,2%, para 61,0 milhões de euros, na revenda de tecnologia.

No entanto, no terceiro trimestre deste ano o volume de negócios da Sonaecom cresceu 6,5%, para 29,9 milhões de euros, com aumento de 11,2% nas vendas, para 17,2 milhões de euros, e acréscimo de 0,6% nas receitas de serviços, para 12,7 milhões de euros.

Num contexto de pandemia de Covid-19, os lucros directos da holding nos nove primeiros meses de 2020 recuaram para 6,7 milhões de euros, o que compara com 34,0 milhões de euros em igual período do ano passado

A Sonaecom salienta que, num ano marcado pela Covid-19 e por um período de confinamento iniciado a 18 de Março, a área de tecnologia do grupo não sentiu impactos significativos, excepto uma desaceleração nas receitas da área dos serviços profissionais e na revenda de tecnologia, quer por redução na procura, quer por quebras de abastecimento.

Indica que na sua participada NOS, operador de telecomunicações, os principais impactos operacionais registaram-se na área de exibição cinematográfica e audiovisuais, com encerramento das salas de cinema a 16 de Março por um período prolongado, adiamento da estreia de vários títulos, redução de receitas dos canais premium de desporto na televisão por subscrição e queda de proventos no roaming internacional, com a redução abrupta do turismo.

Também as vendas de equipamentos de comunicações móveis da NOS foram impactadas pelo encerramento da actividade do retalho e dos centros comerciais, enquanto na área de media o jornal Público foi afectado, incluindo nas receitas de publicidade, pelo encerramento da maioria dos pontos de venda durante o segundo trimestre.

A Sonaecom destaca que os impactos futuros da pandemia na actividade do grupo e a sua dimensão dependerão da extensão, nomeadamente temporal, da propagação do vírus e das medidas de contenção adoptadas, sendo de prever um quarto trimestre «muito desafiante».

As despesas de capital (CAPEX, investimentos) situaram-se em 3,6 milhões de euros nos três primeiros trimestres, representando 3,6% das receitas, uma quebra de 1,4 pontos percentuais face ao mesmo período de 2019.

Aquela sub-holding do grupo Sonae destaca que a sua área de tecnologias gerou 41,6% das receitas no estrangeiro e emprega 654 pessoas, 70,8% fora de Portugal.

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