Tecnológica Glintt quer crescer fortemente no sector farmacêutico

Publicado em 23/01/2020 19:51 em Tecnologias da Saúde

A tecnológica portuguesa Glintt quer crescer fortemente no sector farmacêutico, que lidera em Portugal e onde tem uma forte presença em Espanha, anunciou Nuno Vasco Lopes, presidente executivo (CEO) da companhia.

Nuno Lopes, parceiro convidado para uma apresentação Oracle à imprensa quarta feira, destacou que a Glintt é uma das maiores tecnológica portugueses e que nos últimos anos tem investido cada vez mais em tecnologias Oracle, observando que a empresa disponibiliza bots (assistentes digitais que automatizam respostas), implementados com base em tecnologia Oracle.

Nuno Lopes recordou que a Glintt nasceu em 2008 da fusão entre a Consiste (tecnológica da ANF) com a ParaRede, adquirindo nesse ano a NetPeople, e foi reestruturada em 2015, ano em que alienou as suas áreas de negócio que não eram centrais, vendendo áreas que facturavam 29 milhões de euros e mantendo áreas «core», correspondentes a cerca de 56 milhões de euros.

Destacou que com a aposta nas principais áreas de negócio, em 2018 o volume de negócios da companhia ultrapassou os 86 milhões de euros e adiantou que em 2019 «as coisas correram bastante bem até ao terceiro trimestre» de 2019 e o último trimestre manteve a tendência positiva.

Segundo as contas da empresa, nos nove primeiros meses do ano passado, o volume de negócios cresceu 6,4%, para 66,7 milhões de euros, com aumento de 13% no negócio internacional (16% em Espanha), que representou mais de um quarto (26%) da facturação total. Os resultados operacionais cresceram 13% e os lucros subiram 6,3%, para 956 mil euros.

Em Março a Glintt adquiriu a tecnológica espanhola Loginfar, com cerca de 400 clientes no Norte de Espanha, que que se soma a outras aquisições de empresas espacializadas na área tecnológica da saúde daquele país nos anos anteriores.

Nuno Lopes sublinhou a inovação das soluções tecnológicas da Glintt ao nível dos sectores farmacêutico e hospitalar, nomeadamente uma solução para detectar falsificações de medicamentos e outra para saber a cada momento as existências de medicamentos, com base na identificação de cada produto farmacêutico.

O CEO da companhia indicou que a Glintt, que também tem escritórios em Espanha, Reino Unido, Irlanda, Brasil e Angola e tem 10500 clientes, dos quais 4700 em Portugal, emprega mais de 1100 trabalhadores em diversas localizações.

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