Colt Portugal recruta mais 40 trabalhadores e amplia rede

Publicado em 25/06/2021 21:31 em Geral

O Director-geral da Colt Portugal, Carlos Jesus, anunciou que o operador multinacional de telecomunicações quer contratar mais quatro dezenas de pessoas de diferentes perfis profissionais, prevendo atingir 140/150 trabalhadores no fim de 2021.

O também vice-presidente de Global Service Delivery da Colt estima que a massa salarial da empresa deverá crescer 1,5 milhões a 2 milhões de euros com esse recrutamento de pessoas, que privilegia os desenvolvedores de software, mas também para novas áreas como a segurança de redes, gestão de serviços, gestão de projectos, gestão de vendas ou gestão de parceiros globais.

Em conferência de imprensa por Internet, Carlos Jesus indicou quinta-feira que a Colt pretende reforçar a sua rede ibérica implantando mais 600 quilómetros (Km) de fibra óptica, alavancada na posição privilegiada da rede de cabos submarinos que atracam em Portugal, e para garantir a ligação directa de Lisboa a Toulouse através dos Pirinéus, passando pelo Porto e Bilbao.

Adiantou que a empresa aposta no reforço do hub que liga a Europa à América, África e Ásia através dos vários cabos submarinos que amarram em Portugal (Sines, Sesimbra e Seixal).

Indicou que a Colt tem vindo a crescer em Portugal, quadruplicando o número de trabalhadores desde 2016, para mais de uma centena, e dispõe de uma rede de fibra óptica de mais de 830 Km em Portugal, a que acrescem 1700 km de Rede de Longa Distância (LDN) na península ibérica.

Adiantou que a rede de fibra óptica da multinacional Colt liga a 29 mil edifícios e 900 centros de dados em mais de 210 áreas metropolitanas e cidades em mais de três dezenas de países de toda a Europa, Estados Unidos, Austrália e algumas cidades asiáticas.

Carlos Jesus salientou que a Colt não tem rede própria em África e América do Sul, mas tem clientes que precisam de conectividade com esses continentes, o que garante através de parcerias com operadores presentes nesses países, nomeadamente em Angola, Moçambique e África do Sul, enquanto os 12 grupos de cabos submarinos que amarram em Portugal ligam a rede europeia da Colt a 62 países de todo o mundo.

O director-geral da Colt em Portugal disse que não podia dar números de facturação no país, mas precisou que as receitas de conectividade de dados em 2018 2020 aumentaram 25% e garantiu que há vários anos que a operação em Portugal é sustentada, com resultados operacionais positivos, as receitas superam todas as despesas, inclusivé de investimento, apesar de 60% da facturação gerada em Portugal ser atribuível ao grupo e não localmente.

No plano do negócio local, destacou que a relação com os clientes e a confiança que eles têm na Colt é muito importante, informando que, no último trimestre de 2020 e no primeiros do ano em curso, o grau de satisfação dos clientes foi de 100%.

Recordou que há clientes que estão com a empresa desde a criação da Colt Portugal em 2001.

Carlos Jesus sublinhou que os três centros de competência e desenvolvimento existentes em Portugal, apesar de não serem contabilizados nas receitas da filial portuguesa, têm um impacto significativo na receita total da companhia.

Observou que o Centro de Premium Network Services, o primeiro a vir para Portugal, conta com uma equipa de engenheiros altamente especializados que estão a monitorizar constantemente e a manter as redes e soluções de comunicação 24 horas por dia, sete dias na semana, a partir de Portugal.

Jesus disse que no país está também o Customer Care Center, com uma equipa que avalia as mais de 25 mil interacções anuais com clientes do ponto de vista da qualidade e para procurar como a Colt podia fazer melhor.

O Technical Language Resolution Center está sempre disponível para atender os clientes em cinco idiomas e apresenta um tempo médio de 18 segundos no atendimento das chamadas que recebe, acrescentou.

O director-geral da Colt em Portugal destacou que os engenheiros de desenvolvimento de software que a operadora está a contratar têm um papel importante na evolução para as redes SD WAN do futuro, no aumento da cadeia de valor que representam as redes definidas por software e no desenvolvimento do Universal CPE, que consiste no fornecimento ao cliente de um equipamento que, além das funções de rede, permite ao cliente colocar as suas aplicações.

Sublinhou que a Colt está a fazer o desenvolvimento do Universal CPE com engenheiros de software portugueses.

Carlos Jesus indicou que os trabalhadores da Colt com funções que o permitem estão a trabalhar em casa desde 16 de Março do ano passado e vai continuar e destacou as preocupações da empresa com a inclusão e a diversidade e as questões ambientais.

Indicou que a Colt criou uma variedade de grupos, um dos quais tem a ver com as mulheres na engenharia, face à ideia do passado de que as tecnologias e as telecomunicações são um mundo de homens, e esta semana realizou um encontro com as engenheiras da operadora.

Além disso, no plano ambiental, toda a energia eléctrica que a Colt consome vem de fontes renováveis e tem um projecto para toda a sua frota de automóveis ser eléctrica, destacou.

Ainda sem comentários