Negócios e resultado líquido da Nokia baixaram em 2020

Publicado em 06/02/2021 15:23 em Indústria Telecom

A fabricante de equipamentos e soluções de telecomunicações Nokia anunciou quinta-feira que o seu volume de negócios baixou 6% em 2020 (queda de 4% a câmbio constante), para 21 867 milhões de euros.

Em comunicado de resultados, a multinacional finlandesa da indústria de telecomunicações indica que os seus resultados líquidos passaram ao vermelho, com prejuízos de 4 087 milhões de euros, que compara com lucros de 18 milhões de euros em 2019, mas os resultados operacionais quase duplicaram, para 918 milhões de euros (mais 89%).

A despesa da multinacional em Investigação e Desenvolvimento (I&D) baixou 9,8% em 2020, para 2 908 milhões de euros, acrescenta.

A Nokia Networks, que inclui a área de redes de telecomunicações, facturou 16 865 milhões de euros no ano passado, uma redução de 7% (queda de 5% a taxas de câmbio constantes).

A Nokia Technologies, que inclui o conceituado laboratório de investigação Bell Labs desde a fusão com a Alcatel Lucent, detém a carteira de patentes da Nokia, mantém a actividade de investigação e faz licenciamentos a outras empresas, não só de patentes licenciadas como da marca Nokia de dispositivos móveis (telemóveis e tablets). Esta área facturou no ano passado 1 402 milhões de euros, um recuo homólogo de 6% (descida de 1% a câmbio constante).

A companhia indica que a Nokia Software, que oferece uma plataforma de software na nuvem para os clientes, teve um volume de negócios de 2 658 milhões de euros, uma redução homóloga de 4% (1% a câmbio constante).

As receitas da Nokia na região América do Norte cresceram 2%, para 7 120 milhões de euros (35% da facturação total), na Europa estabilizaram em 6 620 milhões de euros (29% do total), na Ásia/Pacífico baixaram 16%, para 3 847 milhões de euros (17% do total), na região Médio Oriente & África subiram 1%, para 1 893 milhões de euros (9% do total), na Grande China recuaram 25%, para 1 376 milhões de euros (6% do total) e na América Latina baixaram 31%, para 1 011 milhões de euros.

O presidente e CEO da Nokia, Pekka Lundmark, citado no comunicado, destaca que as vendas da Nokia no quarto trimestre cresceram 1% a taxa de câmbio constante, dando relevo ao sólido comportamento sólido da companhia no último trimestre de 2020, com o declínio no desenvolvimento de redes a ser parcialmente compensado pelo crescimento nos produtos de acesso rádio.

Indica que a margem bruta da quinta geração móvel (5G) cresceu devido à redução de custos dos produtos.

Para o ano em curso, a Nokia prevê receitas entre 20,6 mil milhões de euros e 21,8 mil milhões de euros, que compara com 21,87 mil milhões de euros de facturação em 2020.

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