Quase 85% das famílias portuguesas têm Internet em casa

Publicado em 03/12/2020 18:03 em Internet

O INE estima que cerca de 84,5% das famílias portuguesas com pelo menos um indivíduo com idade dos 16 aos 74 anos têm ligação à Internet em casa e 81,7% tem Internet de banda larga, um conceito que não é quantificado quanto à velocidade de transferência de dados.

Num destaque sobre acesso das famílias à Internet, o INE assinala que, na faixa etária entre 16 e 74 anos, quem usou Internet nos três meses anteriores à entrevista o fez para comunicar e aceder a informação, sendo as actividades relacionadas com aprendizagem que mais cresceram.

Precisa que mais do que duplicou a proporção de utilizadores que comunicaram com professores ou colegas através de portais educativos (de 14,5% em 2019, para 30,8% em 2020) ou que frequentaram cursos online (de 7,7% para 18,0%).

O INE inclui na categoria de banda larga as ligações ADSL, SDSL e outras sobre par de fio telefónico de cobre, as ligações por cabo, as ligações UMTS (comunicações móveis de terceira e quarta geração) e por satélite.

Da população empregada dos 16 aos 74 anos que utilizou a Internet, 31,1% exerceu a sua profissão em teletrabalho, que a quase totalidade (29,6%) associou à Covid 19, com a percentagem dos que trabalharam remotamente a atingir 43,2% na Área Metropolitana de Lisboa.

O INE revela que as mulheres (34,2%) utilizaram mais a Internet para trabalho remoto do que os homens (28,0%) e, por níveis de ensino completo mais elevado, fizeram teletrabalho 57,3% dos que têm ensino superior, 21,6% dos que têm ensino secundário e 6,2% dos que não têm mais do que o ensino básico.

Os 20% (quintil) com rendimentos mais elevados têm os maiores níveis de acesso à Internet (96,8%) e de banda larga (94,5%), enquanto no quintil de menores rendimentos apenas 66,9% têm Internet em casa e 62,4% através de banda larga, verificando-se que quando sobe o quintil sobe a percentagem de acesso à Internet e à banda larga.

O inquérito do INE, que decorreu entre 21 de Abril e 31 de Agosto (no decurso da pandemia de Covid-19, indica que as famílias com crianças até 15 anos continuam a registar níveis de acesso à Internet (98,2%) e de banda larga (96,8%) superiores à média da população residente.

A Área Metropolitana de Lisboa (com 90,9% das famílias com acesso à Internet, 88,6% em banda larga) apresenta as proporções mais altas, seguindo-se a Madeira (88,0% e 86.0%), os Açores (87,8% e 82,9%) e Algarve (85,7% e 82,9%), acrescenta.

Na cauda dos acessos à Internet em casa surge o Centro (80,4% e 77,6%), mas o pior na banda larga é o Alentejo (80,5% e 77,1%), segundo o INE.

O INE estima que quase quatro quintos (79,5%) dos residentes em Portugal com 16 a 75 anos usaram a Internet, percentagem que em 2010 não ia além dos 53,3%, e que fica abaixo dos 86% da média da União Europeia (UE)., contra 84,4% no ano passado, e 80,2% pa

Os homens (79,7%) acederam mais à Internet do que as mulheres (76,9%).

A taxa de utilização da Internet é também maior nas pessoas que concluíram o ensino superior (98,7%) e o secundário (96,5%), proporção que desce para 56,3% entre os que não têm mais do que o ensino básico.

Dos que usaram a Internet para comunicação este ano, 89,9% fizeram-no para trocar mensagens instantâneas (85,8% em 2019), 86,8% para trocar mensagens electrónicas (mails) e 80,2% para acederem a redes sociais, tanto em 2020 como em 2019, adianta o INE.

As comunicações e chamadas vídeo dispararam em 2020, com 70,5% a fazê-las em 2020, mais 18 pontos percentuais do que em 2019 (52,5%), mas a partilha de conteúdos criados pelo próprio reduziu-se ligeiramente, de 52,3% para 50,6%, observa.

No acesso à informação em 2020, lidera a pesquisa em linha por produtos ou serviços (87,0%), a leitura de notícias (85,7%) e as pesquisas na Internet sobre saúde (62,6%), indica. Curiosamente, enquanto nos dois primeiros casos se verifica uma ligeira subida, no caso da saúde há uma ligeira descida.

No entretenimento, /0,1% usaram a Internet para ouvirem música, 43,4% para verem televisão e 37,6% para jogarem na Internet ou fazerem download de jogos.

Mais de metade (56,9%) dos portugueses que utilizaram a Internet nosou12 meses anteriores à entrevista interagiram com organismos da Administração Pública.

A utilização da Internet por pessoas com 16 aos 74 anos para comércio electrónico nos 12 meses anteriores à entrevista em 2020 foi de 44,5%, enquanto nos três meses anteriores foi de 35,2% (não inclui a quadra de Natal), 7,0 pontos percentuais superior a 2019, mas ainda abaixo dos 49% da média europeia em 2019.

A percentagem de portugueses utilizadores de Internet com ensino superior que fizeram compras por Internet nos três meses anteriores à entrevista foi de 64,4%, segundo o INE.

Entre os utilizadores de Internet residentes em Portugal baixou a percentagem dos que fizeram até duas encomendas (30,7%, 51,1% em 2019), mas mais do que duplicou a proporção dos que fizeram seis a 10 encomendas (18,0%, 8.5% no ano passado) e quase duplicou entre os que fizeram mais de 10 encomendas (14,6%, contra 7,7% em 2019).

Por valor das encomendas, entre 2019 aumentou o peso daquelas que se situavam entre 100 euros e 499 euros (de 23,9% para 39,6%), entre 500 e 99 euros (de 4,5% para 8,5%) e de mais de mil euros (que mais do que duplicou, de 3,8% para 7,8%).

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