Estudo estima que pandemia impactou saúde mental de 78% trabalhadores

Publicado em 08/10/2020 18:23 em Empresas

Um estudo da multinacional tecnológica Oracle e da consultora internacional de recursos humanos Workplace indica que a pandemia de Covid-19 teve um impacto negativo em mais de três em cada quatro (78%) trabalhadores.

Mais de dois em cada três (68%) dos inquiridos respondeu que prefere falar com um robot a falar com o seu chefe sobre o stress e a ansiedade no trabalho.

Mais de três em quatro (76%) dos que responderam consideraram que as empresas deveriam fazer mais para apoiar a saúde dos que nelas laboram, acrescenta o estudo.

Revela que a Covid-19 aumentou os níveis de stress e ansiedade no trabalho em todo o mundo, assim como a probabilidade de esgotamento, e 70% dos respondentes afirmaram ter experienciado este ano níveis de stress e ansiedade superiores aos que enfrentaram em qualquer outro ano.

Quase dois em cada cinco (38%) citaram o aumento do stress, 35% problemas de equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal, um em cada quatro esgotamentos, a mesma percentagem dos que se queixaram de depressão por impossibilidade de socialização.

O estudo revela que estas tensões se somaram às já habituais pressões para cumprir os níveis de desempenho, apontadas por 44%, de lidar com tarefas rotineiras e entediantes (41%) e de tentar gerir cargas de trabalho exponenciais (41%)

Mais de quatro em cada cinco (85%) dizem que o stress, ansiedade e depressão no trabalho causaram problemas na sua vida pessoal, sendo as mais comuns a privação do sono (40%), saúde física afectada ((35%), vida pessoal menos feliz (um em cada três), relações familiares fortemente afectadas (30%) e afastamento dos amigos (28%).

Um em cada quatro revelou já ter tido um esgotamento provocado por excesso de trabelho.

Apesar dos inconvenientes do trabalho remoto, que 62% consideram ser mais apelativo agora do que antes da pandemia, muitos inquiridos também lhe apontam vantagens: mais de metade (51%) terem mais tempo para estar com a família, 31% mais tempo para dormirem e 30% maior disponibilidade para as suas tarefas,

O estudo sublinha que só 18% disseram preferir ser apoiados por outras pessoas e a preferência pelo apoio por robots está relacionada com o facto de aqueles não fazerem juízos de valor (34%), permitirem que os problemas possam ser partilhados de forma imparcial (30%) e po-r responderem rapidamente a questões relacionadas com a saúde (29%).

Quatro em cada cinco admitiram mesmo poder ter um robot como terapeuta ou conselheiro e três em cada quatro disse que a inteligência artificial (IA) os ajudou a manterem a saúde mental equilibrada no trabalho, ao disponibilizarem informação para um trabalho mais eficaz (citado por 31%), automatizar tarefas e diminuir cargas de trabalho (27%) e ajudar a priorizar tarefas (27%).

Segundo o Estudo Oracle/Workplace, mais de três em cada quatro (76%) inquiridos acham que as empresas deveriam fazer mais para proteger a saúde mental dos seus trabalhadores e cerca de metade afirmaram que as empresas introduziram serviços de apoio à saúde mental ou por causa da pandemia,

As conclusões baseiam-se num inquérito a 12 347 trabalhadores, gestores, directores de recursos humanos e gestores de nível C dos Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, China, Japão, Índia, Brasil, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos.

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