Negócio segurança informática 2020 crescerá entre 2,5% e 5,6%

Publicado em 28/09/2020 21:33 em Segurança Informática

A consultora e analista de mercados Canalys prevê que o negócio mundial de segurança informática cresça em 2020 entre 2,5%, no pior cenário, e 5,6%, no mais favorável, o que dependerá do impacto e duração da pandemia de Covid 19.

Em comunicado, a Canalys prevê que as vendas totais de segurança endpoint, segurança de redes, segurança Web e de correio electrónico, segurança de dados e analítica de vulnerabilidades e de segurança atinja 43,1 mil milhões de dólares (quase 37 mil milhões de euros).

Aquela analista salienta que a segurança continuará a ser uma prioridade de topo para a maioria das organizações, com as ameaças e vulnerabilidades a persistirem e crescerem, os requisitos e regulamentos do ecossistema a serem reforçados e com os desafios do confinamento e do trabalho remoto, que exige medidas para acesso seguro aos sistemas das empresas.

O analista chefe da Canalys Mathew Ball observa, contudo, que depois da fase inicial de reforço dos sistemas de segurança e de substituição dos testes gratuitos iniciais por subscrições pagas, a despesa adicional será afectada quando as organizações precisarem de cortar custos em função da evolução da pandemia.

Indica que a mudança de testes gratuitos para subscrições pagas será o factor de sustentação da manutenção do crescimento daquele negócio, enquanto a contenção de custos, reduções da força de trabalho e problemas financeiros levarão a um maior escrutínio dos projectos existentes e limitação da sua dimensão, prevendo, também, adiamentos e cancelamento de novas iniciativas.

A Canalys salienta que as taxas de crescimento de cada negócio varia em função dos segmentos tecnológicos considerados, indicando que a segurança endpoint tem altas taxas de crescimento, especialmente nas pequenas e médias empresas (PME), mas a segurança de redes mantém-se como o principal segmento, representando cerca de 36% do investimento em segurança informática.

Ketaki Borade, analista da Canalys, sublinha que o trabalho remoto em larga escala induzido pela Covid-19 deverá manter-se por mais tempo do que o inicialmente previsto, quando começou a intensificar-se em Março, e as organizações deverão num futuro previsível manter uma força de trabalho descentralizada que possa trabalhar em qualquer local.

A última pesquisa da Canalys para a Europa Ocidental indica que a percentagem de trabalhadores remotos deve passar de 12% na era pré Covid-19 para 28% na era pós Covid 19.

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