Duas em cinco empresas restauração e bebidas podem falir

Publicado em 05/08/2020 23:19 em Economia Geral

Mais de duas em cada cinco empresas (43%) admitem entrar em insolvência e 17% das empresas de alojamento turístico podem falir, segundo um inquérito da associação do sector AHRESP, realizado entre 31 de Julho e 3 de Agosto e que teve 1 377 respostas válidas.

Em comunicado, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal sublinha que são «resultados verdadeiramente alarmantes e indica que no caso das empresas de animação nocturna (bares e discotecas) mais de três em cada cinco (62%) empresas ponderam requerer insolvência.

A AHRESP assinala que a esmagadora maioria das empresas de restauração e bebidas que prevêem pedir falência dizem que não conseguem suportar os encargos habituais com pessoal, rendas, energia, fornecedores e outras despesas já a partir de Agosto.

Três em cada quatro empresas inquiridas adiantaram que tiveram reduções de facturação acima dos 40%, acrescenta.

Segundo aquela associação, três em 10 empresas inquiridas não pagaram integralmente os salários de Julho, com 16% a indicarem que não conseguiram efectuar o pagamento e 14% que só pagaram parcialmente.

Das 1 377 empresas inquiridas no continente e nas regiões autónomas, 16% indicaram que já realizaram despedimentos desde o início do estado de emergência e 30% disseram que não conseguem assegurar os postos de trabalho até ao final de 2020.

Quanto ao subsector do alojamento turístico, a AHRESP sublinha que 27% das empresas disseram que não ter tido qualquer ocupação em Julho e 20% disseram que a ocupação ficou aquém dos 10%, enquanto para Agosto 19% das empresas esperam taxas de ocupação que não excedem 10% e 24% prevêem taxas entre 10% e 30%.

No alojamento, 22% das empresas dizem que não conseguiram pagar os salários de Julho e 9% só pagaram parte do ordenado, adianta aquela associação.

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