Dormidas de estrangeiros quase sem expressão em Junho

Publicado em 03/08/2020 21:21 em Indicadores estatísticos

As dormidas turísticas em Portugal reduziram-se 96,0% em Junho (queda de 98,4% em Maio), mas a recuperação que houve deveu-se essencialmente aos residentes, cuja redução homóloga abrandou de menos 85,9% em Maio para menos 59,8% em Junho, revelou o INE.

Na estimativa rápida de Junho, hoje divulgada, o Instituto Nacional de Estatística indica que as 201 300 dormidas de não residentes representaram uma queda de 96,0%, isto é, por cada 100 dormidas de estrangeiros de Junho de 2019 passou-se para quatro este ano, 25 vezes menos.

O número de hóspedes baixou 81,7%, para 500,5 milhares, menos do que as dormidas, o que significa uma redução do número médio de pernoitas por hóspede. O total de hóspedes residentes foi de 420,4 mil, um decréscimo de 60,1%, e o de não residentes caiu 95,2%, para 80,2 milhares, segundo o INE.

O inquérito rápido do INE estima que próximo de metade (45,2%) dos estabelecimentos de alojamento turístico em Portugal ou estiveram fechados ou não tiveram movimento de hóspedes.

O Instituto Nacional de Estatística revela que em Junho houve 1,07 milhões de dormidas no alojamento turístico em Portugal, sendo 869,6 milhares de residentes (menos 59,8%) e 201,3 milhares de não residentes (menos 96,0%).

Os 16 principais mercados emissores de turistas tiveram quedas superiores a 92% e, entre esses, com quedas acima de 98% registam-se a Suíça, a China, o Reino Unido e os Estados Unidos.

O Algarve registou em Junho 335,6 milhares de dormidas, uma redução de 86,2%, sendo 273,6 mil residentes (menos 56,2%) e 62 mil estrangeiros (menos 96,6%).

O Alentejo, com 157,8 milhares de dormidas em alojamentos turísticos (menos 48,4%, foi a região que apresentou menores quebras, tanto de residentes (142,8 milhares, menos 31,2%) como de não residentes (15 mil, menos 84,7%).

O Norte foi a segunda região portuguesa com mais dormidas em Junho, com 222,3 milhares (menos 78,7%), sendo 181 200 residentes (menos 53,6%) e 41 200 não residentes (menos 93,7%

A Madeira, os Açores e a Área Metropolitana de Lisboa (AML) tiveram as maiores quebras de dormidas em alojamento turístico, com quedas de 97,6%, de 96,9% e de 91,4%, respectivamente.

Os alojamentos turísticos a Madeira registaram em Junho 16 900 dormidas, um recuo de 97,6%, sendo 13 700 nacionais (menos 87.4% e 3,1 milhares não residentes (menos 99,5%), enquanto os Açores, com 8 mil dormidas, ficaram 96,9% abaixo de Junho de 2019, sendo 7 mil dormidas de residentes (menos 93,0%) e 1100 de estrangeiros (menos 99,3%).

Os alojamentos turísticos da AML forneceram 91 400 dormidas em Junho, um recuo de 91,4%, sendo 96 400 residentes (menos 73,8%) e 54 200 não residentes (menos 96,1%.

A região Centro, com 179 700 dormidas teve um recuo de 73,7% em Junho, sendo 155 mil residentes (menos 57,5%) e 24 700 estrangeiros (menos 92,3%).

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