Economia com algum desagravamento na 2ª quinzena Maio

Publicado em 03/06/2020 22:15 em Economia Geral

A economia portuguesa registou algum desagravamento na segunda quinzena, tanto comparando com os primeiros 15 dias como cotejando Maio com Abril, segundo os dados do inquérito rápido do INE e do Banco de Portugal.

Na segunda quinzena de Maio, em que continuou o levantamento progressivo das medidas de contenção, a percentagem de empresas em funcionamento aumentou 2 pontos percentuais (PP) para 92%, salientando-se o aumento de 45% para 58% no alojamento e restauração.

Na segunda metade de Maio, 73% das empresas reportaram um impacto negativo da pandemia no seu volume de negócios, o que compara com 77% na quinzena anterior, mas no sector de alojamento e restauração 90% das empresas acusaram uma quebra de volume de negócios, manos 7 pp do que na primeira quinzena.

Na segunda quinzena de Maio, 45% das empresas apontaram reduções de pessoal efectivamente ao serviço, contra 50% na primeira, com a percentagem de pessoal ao serviço a cair de 82% para 72% entre as duas quinzenas no alojamento e restauração, que foi o sector que registou maior percentagem de firmas com aumento de pessoal ao serviço, geralmente devido à diminuição do número de pessoas em lay-off.

Comparando Abril com Maio, verifica-se que a percentagem de empresas que

referiram uma queda do volume de negócios devido ao Coronavírus, reduziu-se de 80% para 75% e a percentagem das que referiram um efeito negativo no pessoal ao serviço efectivamente a trabalhar caiu para 48% em Maio, menos 12 pontos percentuais do que em Abril.

O Alojamento e restauração apresentava na segunda metade de Maio a maior percentagem de empresas encerradas, temporária (38%) ou definitivamente (4%), que somavam 42% do total.

Na segunda metade de Maio, quase três em cada quatro empresas (73%) respondentes, em funcionamento ou temporariamente encerradas, registou uma redução do volume de negócios, com 42% do total a ter uma redução menos do que 50% e 31% a ver os negócios reduzirem-se para metade ou menos, enquanto apenas 6% reportaram aumento e 21% indicavam não ter havido impacto.

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