Vendas smartphones caíram a dois dígitos no I Trimestre

Publicado em 11/05/2020 18:02 em Indústria

As vendas de smartphones caíram a dois dígitos no primeiro trimestre de 2020 face a igual período de 2019, num período fortemente afectado pela pandemia do Coronavírus e as suas consequências na economia.

Embora os números das várias analistas de mercado tradicionalmente não sejam coincidentes, uma vez que se trata de estimativas, normalmente chegam a valores relativamente aproximados e com uma tendência comum.

A IDC estima que tenham sido vendidos nos três primeiros meses do ano 275,8 milhões de smartphones, uma queda de 11,7%, a Canalys estima de as vendas mundiais tenham caído 13%, para 272,5 milhões de unidades, e a Omdia (grupo Informa Telecom) apresenta números mais pessimistas quanto à queda, apontando para uma redução de 16,8%, mas com vendas de 274,4 milhões de unidades.

A Omdia prevê que em 2020 o mercado global de smartphones caia 13,1%, homólogos para 1200 milhões de unidades

A base de comparação, constituída pelas vendas do trimestre homólogo de 2019, é próximo para a IDC (312,3 milhões) e para a Canalys (313,9 milhões), mas significativamente superior para a Omdia (329,9 milhões).

No entanto, três consultoras coincidem na ordenação dos cinco maiores fabricantes: Samsung (com quota de mercado entre 21,0 e 21,9%, conforme a analista de mercado), a Huawei entre 17,8 e 18,0% de quota de mercado), em terceiro a Apple com uma quota entre 13,3% e 14,0%, a Xiaomi entre 9,0% e 11,1% de quota de mercado e a vivo, à qual foram atribuídas quotas entre 7,0% e 9,0%.

A IDC avança que a recuperação do mercado chinês de smartphones em Março ficou acima das expectativas, mas isso deveu-se a um acumular de adiamentos da procura e não é provável que seja sustentável, porque a recessão global tem consequências na economia chinesa e os indicadores de confiança dos consumidores do país não são favoráveis

A Canalys afirma que as vendas de smartphones no mercado chinês, o maior do mundo, caíram 18% no primeiro trimestre e que a Huawei, líder do mercado doméstico, foi a única que conseguiu crescer, com um acréscimo de 1% nas vendas e 41,4% de quota de mercado.

Dos restantes que se encontram entre os cinco maiores do mercado chinês, a Oppo ficou em segundo lugar com uma queda de 26% e uma quota de 17,2% do mercado, a Vivo ficou com um peso de 16,7% no mercado e teve uma quebra de vendas de 19% e a Xiaomi viu as vendas caírem 26% e passou a representar 10,7% do mercado.

Nas cinco primeiras marcas de smartphones na China só duas ganharam quota de marca: a líder Huawei que ganhou 7,5 pontos percentuais de peso no mercado, e a Apple, a única marca não chinesa do top 5, cujas vendas caíram 4%, mas que ficou com uma quota de 8,5% (mais 1,2 pontos percentuais).

A Omdia indicou recentemente que a Huawei vendeu no segundo semestre do ano passado 5,4 milhões de smartphones na Rússia, quase duas vezes e meia (mais 145%) do que as vendas do mesmo período de 2018 , ultrapassando em 600 mil unidades as vendas da anterior líder Samsung e conseguindo quotas de mercado de 31,7% no terceiro trimestre e de 29,3% no quarto, em ambos os casos alguns pontos à frente da marca sul coreana, que no conjunto de 2019 ainda liderou.

A Omdia recorda que a Google, por decisão do governo dos Estados Unidos, suspendeu as transacções com a Huawei, que perdeu acesso a aplicações e serviços da Google, mas isto não foi problema para o mercado russo, que utiliza largamente aplicações móveis do mercado doméstico.

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