Semana 27 Abril a 1 Maio 84% empresas funcionaram

Publicado em 05/05/2020 22:53 em Economia Geral

Na semana de 27 de Abril a 1 de Maio, 84% das empresas (89% das exportadoras) inquiridas pelo INE e Banco de Portugal mantiveram-se em funcionamento, total ou parcial, e verificou-se um forte recurso das empresas ao teletrabalho (58%) e ao lay-off simplificado (58%).

O INE e o Banco de Portugal enviaram inquéritos a uma amostra de 8883 empresas representativas de várias dimensões e sectores de actividade, e tiveram uma taxa de respostas válidas de 62% (5504 empresas) que representam 64% do pessoal ao serviço e 77,4% do volume de negócios da amostra.

Uma em cada cinco empresas tinha mais de metade do pessoal em teletrabalho (na informação e comunicação mais de duas em cada três empresas tinham mais de 75% do pessoal nessa situação), sendo a percentagem de empresas que recorrem ao teletrabalho função da dimensão da empresa (30% das microempresas e 93% das grandes empresas).

As empresas exportadoras recorrem mais ao teletrabalho (72%) do que aquelas que não têm perfil exportador (53%).

O inquérito revela que quase quatro em cada cinco (79%) empresas reportaram diminuição do volume de negócios e 39% afirma que a facturação caiu para menos de metade, reflectindo o grande impacto da ausência de encomendas/clientes (em 85% delas), as restrições decorrentes do estado de emergência (79%) e problemas na cadeia de fornecedores (39%), com este último factor a ser referido por 43% das exportadoras.

No período em análise, 15% das empresas respondentes indicaram que estavam temporariamente encerradas e 1% disse que tinha fechado definitivamente, percentagem que atinge os 6% no alojamento e restauração.

O INE e o Banco de Portugal revelam que 16% das empresas respondentes já tinham na semana passada beneficiado da suspensão do pagamento de obrigações fiscais ou contributivas (27% no alojamento e restauração), 13% da moratória de pagamento de juros e capital de créditos e 4% do acesso aos novos créditos com juros bonificados ou garantias do Estado.

Se excluirmos o acesso ao lay-off simplificado, a proporção de empresas que não prevê o recurso a outras medidas de apoio voltou a aumentar, atingindo 48% a 59%, conforme as medidas.

As empresas com vocação exportadora referem em maiores percentagens o recurso ou a intenção de recorrerem a medidas de apoio, 47% para o acesso a novos créditos bonificados e garantias do Estado e 40% à moratória de pagamento de juros e capital de empréstimos existentes.

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