Dormidas turísticas Portugal caíram para menos metade em Março

Publicado em 30/04/2020 21:44 em Economia Geral

As dormidas no sector do alojamento turístico em Portugal caíram para menos de metade em Março, diminuindo 58,5%, para 1,9 milhões, e o número de hóspedes baixou para pouco mais de metade (menos 49,4%), segundo uma estimativa preliminar, com base num inquérito específico adicional.

O INE assinala que a queda de dormidas em Março foi de 56,9% para os residentes (306,0 milhares) e de 59,2% no caso de residentes no estrangeiro (395,1 milhares).

O INE recorda que a actual pandemia está a condicionar a generalidade dos sectores económicos, em particular, o turismo, a nível nacional e mundial.

Por países estrangeiros, a maior redução (78,8%) deu-se entre os chineses, mas entre os principais mercados do turismo nacional com maior expressão destacam-se a Itália (menos 75,8%), a Espanha (menos 66,1%) e a França (menos 60,9%).

Quanto aos dois maiores mercados emissores, as dormidas de britânicos caíram 54,1% e as da Alemanha (segundo maior) baixaram 58,3%.

Contudo, para além das perdas já verificadas nos serviços de alojamento, há outra realidade muito preocupante que são os cancelamentos das reservas para os próximos meses que atingem uma grande maioria dos estabelecimentos.

O inquérito do INE revela que 79,2% dos estabelecimentos de alojamento turístico inquiridos, que representam 91,3% da oferta de alojamento, indicaram que a pandemia provocou o cancelamento de reservas agendadas para os meses de Março até Agosto de 2020.

Se considerarmos apenas a hotelaria, 92,5% dos estabelecimentos, que representam 95,2% da oferta tiveram reservas canceladas no mesmo período, no alojamento local foram canceladas reservas em 75,8% deles, que representam 79,5% da oferta desse tipo, e no turismo rural e de habitação 68,8% tiveram cancelamentos de reservas.

Na Madeira, mais de um em cada 10 (90,6%) estabelecimentos de alojamento turístico tiveram reservas canceladas, percentagens que nos Açores foram 89,9%, na área de Lisboa 85,0%, no Algarve 82,2%, no Centro 76,1%, no Alentejo 75,0% e no Norte 74,8%.

Mais de três em cada cinco (61,2%) alojamentos turísticos indicaram que os residentes estavam entre os que mais cancelaram reservas, 51,3% referiram os espanhóis, 32,0% os franceses, 26,3% os alemães e 22,9% os britânicos.

Nos estabelecimentos turísticos do Norte, o cancelamento por portugueses foi indicado por 64,7% e dos espanhóis por 63,1%, no Centro o mercado nacional foi referido por 85,2% e o espanhol por 53,7%, na região de Lisboa os cancelamentos de espanhóis foram mencionados por 60,9% dos estabelecimentos, no Alentejo as desistências de portugueses foram citadas por 81,0% dos estabelecimentos e no Algarve 64,0% referiram os britânicos.

Nos Açores, 88,7% dos estabelecimentos referiram o cancelamento de reservas por portugueses e 53,6% por alemães e na Madeira 71,6<% identificaram desistências de alemães, 57,8% de franceses e 51,7% de britânicos.

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