ACAP exige plano de apoio ao sector automóvel

Publicado em 15/04/2020 22:51 em Economia Geral

A ACAP – Associação Automóvel de Portugal, exigiu hoje um plano de apoio ao sector automóvel que inclua a duplicação da dotação da linha de apoio à compra de veículos eléctricos e um plano de incentivos ao abate de veículos em fim de vida, a exemplo do que está a acontecer noutros países.

EM comunicado, a ACAP sublinha que entre 1 e 14 de Abril o mercado de automóveis ligeiros de passageiros novos caiu 86%, com 838 automóveis matriculados, o que compara com 6208 matriculados em igual período de 2019, com a agravante de grande parte destas vendas corresponderem a encomendas anteriores a 16 de Março.

Aquela associação estima que que só naquelas duas semanas, por efeito desta crise, o Estado terá perdido cerca de 15 milhões de euros de receitas.

A ACAP indica que propôs ao governo medidas para minimizar o impacto da crise e relançar a procura, preconizando a tomada de medidas de apoio ao sector automóvel e salienta que continua a aguardar uma resposta à sua proposta de suspensão do pagamento do Imposto Único de Circulação, que apresentou há três anos.

As vendas de veículos em Portugal, comparando com período homólogo de 2019, caíram em Março para menos de metade e no primeiro trimestre diminuíram em quase um quarto, segundo a ACAP.

A ACAP indica que as vendas de automóveis ligeiros de passageiros baixaram 57,4% no mês passado e caíram 23,8% no primeiro trimestre, enquanto as de comerciais ligeiros recuaram 51,2% em Março e diminuíram 24% homólogos nos três primeiros meses do ano.

No primeiro trimestre de 2020, foram vendidos em Portugal 45 282 ligeiros de passageiros e 6636 comerciais ligeiros, num total de 51 928 ligeiros (menos 23,8% homólogos.

As vendas totais de veículos no mercado nacional afundaram 56,6% no mercado nacional em Março, para 12 399 unidades, e caíram 24,0% homólogos nos três primeiros meses de 2020, para 52 941 viaturas.

Em Março, o fabrico e montagem de automóveis em Portugal baixou 46,1% homólogos, para 17 096 unidades, com quedas homólogas de 47,1% nos ligeiros de passageiros (13 686 automóveis produzidos), redução de 39,3% nos comerciais ligeiros, para 3203 unidades fabricadas, e diminuição de 61,1% nos pesados, com apenas 207 viaturas montadas.

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