NOS e Vodafone Portugal alargam parceria infra estruturas

Publicado em 08/02/2020 15:57 em Operadores / Serviços

Os operadores de telecomunicações NOS e Vodafone Portugal assinaram uma «Carta de Intenções» com vista à partilha de activos móveis a nível nacional, para garantir maior eficiência e rapidez de cobertura nacional, nomeadamente com o 5G.

Em comunicado, as duas companhias indicam que vão negociar em regime de exclusividade com vista a chegarem a um acordo definitivo em Junho próximo.

A NOS e a Vodafone acreditam que o acordo se traduzirá num benefício para os clientes, permitindo melhorar a cobertura nacional e a qualidade do serviço prestado, com base num modelo de investimento sustentável, mas com total independência de cada um na definição e prestação dos serviços aos respectivos clientes.

A NOS e a Vodafone Portugal já têm um acordo de partilha recíproca e desenvolvimento de infra-estrutura de fibra óptica e de torres de telecomunicações, assinado em Setembro de 2017.

Antes de a PT ser comprada pela Altice, o operador chegou a ter com a Vodafone Portugal um acordo para a partilha de fibra óptica, que veio a ser revogado após a integração na multinacional Altice.

No plano económico, é pouco eficiente e um desperdício de recursos a opção todos os operadores estarem a investir em infra-estruturas de telecomunicações próprias em zonas menos habitadas e/ou com uma procura de tráfego reduzida.

Esta questão foi várias vezes discutida, por exemplo em congressos da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), e teve expressão, primeiro com o acordo PT/Vodafone Portugal e, depois, com o acordo de 2017 entre a NOS e a Vodafone Portugal, cujo âmbito deverá agora ser alargado. Ou não estivesse aí à porta a tecnologia 5G, que deverá implicar avultados investimentos.

E as parcerias entre operadores de telecomunicações, que permitem partilhar custos de investimento, podem fazer chegar mais rapidamente a tecnologia 5G a zonas menos desenvolvidas, como as do chamado interior, proporcionando mais cedo um acesso a novas tecnologias e serviços que de outra forma tardariam mais, porque a prioridade vai sempre para as zonas com maior procura e mais poder de compra.

Fernando Valdez

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