Portugal lidera na UE empresas com pelo menos uma medida segurança informática

Publicado em 16/01/2020 12:58 em Segurança Informática

A quase totalidade (98%) das empresas portuguesas com 10 ou mais trabalhadores utilizam pelo menos uma medida de segurança informática, o que lhe confere a liderança na União Europeia (UE), a par com a Letónia, revelou o Departamento de Estatísticas das Comunidades Europeias (Eurostat).

O inquérito comunitário de 2019 à utilização das TIC nas empresas revela que em terceiro lugar, com 97%, surgem a Dinamarca, a Alemanha e a Finlândia, vindo a seguir a Holanda com 96% e a Suécia com 95%, todas acima da mádia comunitária de 93%.

O Eurostat sublinha que quase todas (99%) as grandes companhias, com 250 ou mais trabalhadores, têm pelo menos uma medida de segurança digital, percentagem que ainda é de 97% nas médias empresas (entre 50 e 249 empregados) e baixa para 92% nas pequenas empresas (10 a 49 trabalhadores).

Só pouco mais de um terço (34%) das empresas da UE dispunham em 2019 de documentação sobre as medidas, práticas ou procedimentos de segurança em matéria digital e neste item Portugal surge na segunda metade da tabela, em 19.º lugar entre os 28, com 28%, a par da Eslováquia, indica aquele Departamento estatístico.

Neste item lideram a Dinamarca (56%), a Irlanda (54%) e a Suécia (52%), que forma o trio de países em que mais de metade das firmas responderam afirmativamente, acrescenta.

Por dimensão das empresas, dispõem daquele tipo de documentação 76% das grandes, 54% das médias e 30% das pequenas.

Sensibilizam os seus trabalhadores para as suas obrigações em matéria de segurança digital 62% das empresas da União Europeia com 10 ou mais trabalhadores, percentagem que em Portugal é de 54%, o que coloca o país em 19.º lufar entre os 28, a par da Espanha, segundo o Eurostat.

Na casa dos 70% naquele tipo de sensibilização em 2019, surgem em primeiro lugar a República Checa e a Irlanda, ambas com 76%, em terceiro lugar a Itália, com 74%, e em quarto a Dinamarca, com 70%.

Menos de um quarto (24%) das empresas da UE subscreveram em 2019 um seguro contra incidentes ligados à segurança informática, com percentagens que variam entre os 3% da Bulgária e os 56% da Dinamarca, que é seguida do Reino Unido (46%), Irlanda, França e Suécia, todas com 39%, e em sexto lugar a Espanha, com 33%.

Os números do Eurostat revelam que Portugal surge uma vez mais na décima nona posição, com 10% das empresas a subscreverem seguros para se salvaguardarem das consequências de incidentes informáticos.

Pouco mais de uma em cada 10 (12%) empresas com mais de 10 trabalhadores indicaram ter tido problemas na sequência de incidentes de segurança digital, destacando-se pela positiva o Reino Unido (6%), a Grécia (7%) e em terceiro lugar, com 8%, Portugal e Estónia. A maior taxa, de 35%, verificou-se na Suécia.

O Eurostat revela que as medidas de segurança informática mais citadas em 2019 pelas empresas informáticas da União Europeia são a actualização regular dos computadores e sistemas informáticos (apontada por 87%), a autenticação dos utilizadores com palavras passe fortes (77%), a salvaguarda dos dados numa localização diferente ou na nuvem (76%), o controlo de acesso à rede (64%), manter dados diários para análise após incidentes de segurança (45%), VPN - Rede Privada Virtual (42%), técnicas de encriptação para os dados, documentos ou correio (38%), testes de segurança digital (36%), avaliação de riscos ligados às tecnologias da informação e comunicação (34%) e identificação e autenticação dos utilizadores com recurso a métodos biométricos (10%).

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