Vendas smartphones voltam a crescer III trimestre

Publicado em 26/11/2019 22:03 em Indústria Telecom

As vendas de smartphones voltaram a crescer no terceiro trimestre após alguns trimestres de declínio e a Huawei confirmou a sua instalação no segundo lugar do podium, atrás da Samsung, mas confirmando a ultrapassagem aos iPhones, da Apple, segundo dados divulgados por consultoras e analistas de mercado.

Como é habitual, não há uma coincidência completas das estimativas das analistas de mercado, quer em números absolutos, quer em taxas de crescimento, mas a tendência costuma coincidir, o que mais uma vez acontece.

A Canalys publica uma estimativa que põe a Europa como a estrela, com um aumento de vendas de 8%, historicamente o melhor desempenho do mercado europeu. A Canalys estima que as vendas da Samsung cresceram 26% no velho continente e que as da Xiaomi aumentaram mais de 70%.

Apenas a Counterpoint aponta para uma subida marginal das vendas mundiais de smartphones, enquanto a IDC fala em 0,8%, a Canalys em 1%, a IHS Market em 1,2% e a Strategy Analytics em 2%.

Mas as consultoras são unânimes em salientar que esta recuperação se segue a quase dois anos de retracção das vendas, e que para isso contribuiu o comportamento positivo da líder Samsung, que terá tido um crescimento acima de 8%, mas sobretudo o forte crescimento em percentagem (próximo de 30%) mas também em valor absoluto das unidades vendidas pela Huawei.

A Huawei, um alvo predilecto de Donald Trump e que sofreu um abrandamento das vendas no segundo trimestre devido às dificuldades postas pela administração norte-americana, segundo várias consultoras aumentou o seu foco no mercado doméstico, o que lhe permitiu compensar o desempenho menos dinâmico noutras regiões.

A Apple vendeu menos iPhones, mas também o brilho das estrelas chinesas Xiaomi e Oppo ficou ofuscado, com recuos no terceiro trimestre, enquanto para a Vivo há indicações contraditórias. Mas se excluirmos as cinco ou seis maiores marcas, as restantes parecem apresentar uma tendência de gradual perda conjunta de quota de mercado.

Ainda sem comentários