Sony agrava prejuízos no ano fiscal de 2011

Publicado em 09/07/2011 15:28 em Empresas

Os prejuízos da Sony agravaram-se no ano fiscal de 2011 (terminado a 31 de Março), para 259,6 mil milhões de ienes (2,3 mil milhões de euros), que compara com prejuízos de 40,8 mil milhões de ienes no ano fiscal anterior.

Em comunicado de resultados, a Sony indica que as suas vendas recuaram 0,5% no ano fiscal de 2011, para 7,181 biliões de ienes (62,3 mil milhões de euros), enquanto os resultados operacionais cresceram 528,9%, para 199,8 mil milhões de ienes (1,7 mil milhões de euros).

A Sony indica que a melhoria dos resultados operacionais se deve principalmente ao segmento de produtos e serviços de rede.

As despesas de capital (investimento) ascenderam a 204,9 mil milhões de ienes (1,8 mil milhões de euros) no ano fiscal 2011, um acréscimo de 6,3%, e as despesas em investigação e desenvolvimento (I&D) caíram ligeiramente, para 426,8 mil milhões de ienes (3,7 mil milhões de euros).

Howard Stringer, CEO da Sony, em mensagem dirigida aos accionistas, assinala que a multinacional vai continuar a reformar a sua estrutura operacional, tendo como prioridades a rentabilidade e a rapidez.

«Estas iniciativas de transformação incluem um programa continuado de redução de efectivos, a racionalização das operações industriais, mudando para ou agregando operações industriais em países de baixos custos, e, especialmente no negócio de televisões LCD, utilizando serviços de terceiras partes na produção de equipamentos (OEM) ou de design original (ODM)», acrescenta Stringer.

O CEO assinala que o foco de crescimento da companhia assentará em quatro áreas: produtos e serviços de rede, mundo 3D, vantagens competitivas através de tecnologias diferenciadoras e mercados emergentes.

Howard Stringer observa que os chamados BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) representarão em 2013 mais de um quinto do produto bruto mundial, com crescimentos anuais da ordem dos 18% nas vendas de electrónica de consumo naqueles quatro grandes mercados.

No caso do Brasil, destaca as oportunidades decorrentes da organização por aquele país de um campeonato mundial de futebol em 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016.

Howard Stringer recorda que a Sony reorganizou a partir de 1 Abril passado (início do ano fiscal de 2012) as suas actividades em duas grandes divisões de negócio, o Grupo de Produtos e Serviços de Consumo e o Grupo de Equipamentos e Serviços Profissionais, para o negócio de semicondutores e componentes.

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