Atribuição de banda 2,6 GHz crucial para desenvolvimento LTE

Publicado em 30/03/2010 12:49 em Destaques

Um estudo da empresa Global View Partners defende que a atribuição do espectro electromagnético na banda dos 2,6 Gigahertz (GHz) é crucial para o crescimento da tecnologia móvel LTE.



O estudo foi encomendado pela GSM Association (GSMA), associação que integra cerca de um milhar de empresas das diversas áreas das comunicações móveis, incluindo operadores e indústria.



O relatório considera que a banda dos 2,6 GHz, que foi identificado pela União Internacional de Telecomunicações (IUT) como a extensão do 3G (terceira geração móvel), será vital para satisfazer a procura de maior capacidade de banda larga móvel e facilitar o lançamento de redes de nova geração como as de tecnologia LTE, que está em fase de lançamento actualmente.



«É uma clara evidência que o volume de dados que corre nas redes móveis cresce rapidamente e está a ser acelerado pela popularidade dos ‘smartphones’ e pelo aumento dos downloads de música e vídeo”, segundo Tom Phillips, responsável da GSMA.



O documento refere que há um largo consenso ao nível da União Europeia (UE) e dos Estados membros de que o objectivo de atribuição das banda dos 2,6 GHz deve ser harmonizado e coordenado nos países da UE.



O estudo da Global View Partners defende que uma atribuição da banda dos 2,6 GHz de forma não harnizada, nomeadamente através de leilões, deve ser evitada, porque poderá implicar custos mais elevados e atrasos na disponibilidade de equipamentos.



A tecnologia LTE, cuja normalização só ficou concluída em Dezembro de 2008, baseia-se na associação das novas tecnologias de acesso rádio OFDM (OrthogonalFrequency Division Multiplexing) e MIMO (Multiple Input, Multiple Output), que permitem praticamente eliminar interferências e aumentar a eficiência da transmissão, e utiliza uma nova arquitectura de rede baseada em IP (protocolo Internet).



Analistas do sector afirmam que a tecnologia LTE garante a competitividade do 3G para os próximos 10 anos, permitindo aumentar a capacidade, reduzir a complexidade das redes e assim baixar os custos de implementação e operação.



Vai permitir aos operadores corresponderem à crescente procura de transmissão móvel de dados e fornecer serviços mais complexos com custos mais baixos.

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