Negócio da Nokia aumentou 5% no primeiro semestre 2019

Publicado em 28/07/2019 21:47 em Indústria

O volume de negócios da multinacional de soluções e equipamentos de Telecomunicações Nokia aumentou 5% (2% a câmbio constante) no primeiro semestre de 2019, para 10 726 milhões de euros, anunciou a companhia finlandesa.

Em comunicado de resultados, a Nokia revela que na primeira metade de 2019 os seus prejuízos se agravaram, para um resultado negativo de 638 milhões de euros, contra 462 milhões de euros em igual período do ano passado.

Rajeev Suri, presidente e CEO da Nokia, citado no comunicado, afirma que a Nokia teve um forte segundo trimestre, dinamizado pela procura da tecnologia móvel 5G, uma carteira de produtos competitiva e reforço da execução operacional.

Os dados da companhia indicam que no segundo trimestre as receitas cresceram 7% homólogos (5% a taxa de câmbio constante), para 5694 milhões de euros, e os prejuízos operacionais reduziram-se fortemente, para 57 milhões de euros, o que compara com resultados operacionais negativos de 221 milhões de euros em igual período do ano passado.

Rajeev Suri assinalou que no segundo trimestre a Nokia teve melhorias significativas de profitabilidade e progressos sólidos nas áreas de expansão estratégicas e reforço da posição da empresa no 5G, mas alertou para a manutenção de riscos e desafios, em particular os relacionados com a incerteza no mercado chinês.

Adiantou que a empresa mantém as suas previsões de negócio para o conjunto de 2019.

No primeiro semestre, as receitas do negócio de redes de telecomunicações cresceram 6%, para 8336 milhões de euros, as da Nokia Software (que detém a carteira de patentes) cresceram também 6%, para 1221 milhões de euros, em ambos os casos com aumentos de 3% a taxas de câmbio constantes, e a facturação da Nokia Technologies cresceu 4%, para 753 milhões de euros, segundo o relatório.

A América do Norte é o maior mercado da Nokia e o que mais cresceu no primeiro semestre, com vendas de 3172 milhões de euros (mais 11% homólogos), ultrapassando a Europa, onde a multinacional facturou 3111 milhões de euros (mais 2%), surgindo a seguir a região Ásia/Pacífico, com receitas de 1975 milhões de euros (mais 7%), segundo a companhia.

Na Grande China (inclui Taiwan), a Nokia facturou na primeira metade do ano 949 milhões de euros, uma redução homóloga de 5%, na América Latina aumentou as vendas em 10%, para 664 milhões de euros, e no Médio Oriente e África registou receitas de 855 milhões de euros, uma quebra de 3%.

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