Receitas Cilnet cresceram 16% em 2018, lucros subiram 25%

Publicado em 28/06/2019 23:38 em Geral

O volume de negócios da Cilnet subiu 16% no ano passado, para 18,578 milhões de euros, e os lucros aumentaram 25%, para 268 968 euros, revelou hoje Eduardo Matos, administrador da empresa

Em encontro com jornalistas, o presidente executivo (CEO) da empresa, João Martins, explicou que o atraso na divulgação de resultados se deveu à criação de duas novas empresas no universo Cilnet, com necessidade de consolidar pela primeira vez resultados.

João Martins salientou que as receitas de serviços, que incluem «private cloud» e serviços geridos, cresceram 22%.

O CEO antecipa um crescimento do negócio da Cilnet de 25% em 2019, que será o melhor ano de sempre para a empresa, criada no ano 2000.

O administrador Eduardo Matos indicou que a facturação da empresa caiu 9,5% em 2017 devido à opção de começar a contabilizar o valor dos negócios plurianuais nos diferentes anos, observando que 2017 funcionou como um «ano zero».

O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, ao contrário das receitas, subiu em 2017 (mais 15%) e acelerou para 33% no ano passado, atingindo 902 606 euros, adiantou.

Os responsáveis da Cilnet destacaram que a maioria das empresas não têm recursos internos de tecnologias da informação (TI) suficientes, o que explica a importância da área de serviços geridos, que dão um apoio tecnológico para ajudar as empresas a pensar e a gerir o negócio.

O administrador Miguel Borges observou que os clientes têm necessidades cada vez mais complexas e garantiu que a Cilnet nunca perdeu nenhum dos seus contratos de serviços geridos, salientando que a companhia está a entrar nos serviços geridos para «enterprise» (grandes empresas).

Miguel Borges assinalou que a Cilnet tem equipas dedicadas a clientes que conhecem muito bem essas empresas.

João Martins sustentou que não serve ter serviços geridos para fazer da mesma forma que o cliente fazia, é preciso ajudar as empresas a fazer mais com menos, optimizando os sistemas, com menos máquinas físicas.

João Martins indicou que os custos de estrutura aumentaram 11% e adiantou que 80% dos custos fixos são com pessoal, revelando que o número de trabalhadores da Cilnet cresceu 23% no ano passado, para 85 pessoas, totalizando o grupo 97 trabalhadores, incluindo as duas empresas autonomizadas.

Com o crescimento da importância dos serviços, as vendas de produtos (de hardware e software) aumentaram 13% no ano passado, abaixo da subida da facturação, indicaram os responsáveis da empresa.

João Martins destacou a dificuldade de recrutar as pessoas necessárias para garantir o crescimento do negócio e que é necessário retê-las, revelando que a Cilnet tem uma taxa de retenção de 93%, muito difícil de conseguir neste sector das tecnologias.

Adiantou que a Cilnet tem uma gestão de proximidade com os seus quadros, que é mais simples com 40 ou 50 trabalhadores mas que se torna mais difícil quando a empresa cresce, sendo o objectivo ter pessoal motivado e que se sinta bem na empresa.

O CEO da companhia destacou o «spin off» (criação de empresas autónomas) dentro do grupo nas áreas com maior capacidade de crescimento e disse que a DXnet é uma empresa de desenvolvimento de software na área da cloud privada sobre soluções Cisco e Dell EMC, que já conseguiu um grande projecto internacional com um cliente dos Estados Unidos.

Quanto à VXnet, João Martins disse que decorre de uma necessidade e uma oportunidade que surgiu de ir buscar ao mercado pessoas especializadas na área da visualização.

Miguel Borges indicou que a VXnet tem uma proximidade muito forte com os serviços geridos e está muito focada em áreas complementares.

O CEO da empresa revelou que a Cilnet anda no mercado à procura de uma empresa da área da segurança, porque os clientes pretendem soluções completas que abranjam todas as vertentes, mas Portugal não chega para o investimento na área da segurança e que é necessário exportar as soluções.

Manifestou-se confiante em que nos próximos dois/três meses a Cilnet tenha novidades nesta área.

João Martins afirmou que a Cilnet não apostou na verticalização dos negócios mas, agora que está a desenvolver soluções próprias para empresas clientes, faz mais sentido procurar soluções verticais para os mesmos sectores, destacando a aposta da companhia em clientes de maior dimensão.

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