PMC facturou 300 mil euros em 2018, 225 mil euros exportações

Publicado em 20/06/2019 22:14 em Notícias economia

A empresa comercializadora de vinhos PMC, criada em 2014, facturou no ano passado cerca de 300 mil euros, dos quais 225 mil de exportações, revelou ao Falar de Economia e Tecnologia Pedro Castanheira, CEO e fundador da empresa.

Indicou que o volume de negócios cresceu 68% no ano passado.

Numa apresentação à imprensa, Pedro Castanheira indicou que a empresa não tem vinhas próprias, trabalha com vinhos de uma dezena de produtores de várias regiões vinícolas e produz duas marcas próprias (Malandra, de vinhos reserva, e Jaburu, vinhos de volume) com uvas da Herdade da Ajuda (Vendas Novas, Alentejo).

A PMC comercializa, em Portugal e para exportação marcas das 10 empresas e propriedades vinícolas parceiras: Herdade da Ajuda (Alentejo), Quinta de São Caetano (vinhos verdes monocasta, incluindo Alvarinho e Loureiro), Quinta do Vale de Bragão (Sabrosa, Douro), Quinta Penedo do Salto (São João da Pesqueira, Douro), ambas também com produção de vinho do Porto, Herdade dos Lagos (Alentejo), com vinhos biológicos, Quinta da Bica (Dão), Adega cooperativa regional de Colares, com 27 produtores cooperadores, Quinta da Malaca (Armação de Pêra e Albufeira, Algarve), Quinta do Sobreiro de Cima (Valpaços, Trás-os-Montes), e da empresa Miguels, que produz vinho do Porto, espumante da Bairrada e vinhos do Douro, que exporta para a Dinamarca e começou recentemente a vender no mercado nacional através da PMC, segundo responsáveis das empresas.

Pedro Castanheira indicou que a empresa está a iniciar um negócio de serviços premium, com vinhos seleccionados e comidas (em parceria com a Prisca) ou doces (em parceria com a Larica Bolos), com organização de eventos como passeios de barco no Tejo e serviços de entrega de vinhos especiais, com ou sem comida e/ou doçaria, nos domicílios, para particulares ou empresas.

O CEO da PMC disse ao Falar de Tecnologia que a empresa, criada em 2014 a exportar para Angola, concorreu em 2015 ao projecto de internacionalização ao abrigo do programa 20/20 e desde então investiu meio milhão de euros na internacionalização e desenvolvimento de marcas.

Acrescentou que além de Angola, a empresa exportou esporadicamente vinhos para a China e Reino Unido e a partir de 2017 para a Espanha e Alemanha.

Admitiu como meta para 2019 atingir um volume de negócios de meio milhão de euros, cerca de 180 mil em Portugal e de 320 mil euros nos mercados internacionais, com projectos exportadores para a Polónia, Médio Oriente, Argélia, Marrocos e outros países africanos francófonos e eventualmente Moçambique.

Adiantou que a empresa não prevê adquirir ou plantar vinhas próprias, pelo menos a curto prazo, porque seria necessário ganhar primeiro dimensão.

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