Quase dois em cinco utilizadores aceitaria vender dados pessoais

Publicado em 12/06/2019 10:24 em Segurança Informática

A empresa de segurança informática Kaspersky indicou que quase dois em cada cinco (39%) utilizadores europeus aceitariam vender os seus dados pessoais a troco de dinheiro, percentagem que atinge um máximo (50%) entre os jovens de 16 a 24 anos.

A multinacional de origem russa salienta que a partilha de dados pessoais de forma irresponsável está a deixar os consumidores cada vez mais expostos aos perigos da Internet.

O estudo da Kaspersky revela que mais de metade dos Internautas (56%) consideram que é impossível ter privacidade total no mundo digital.

Apesar das consequências da utilização de forma errada por outrem dos dados pessoais, o estudo da Kaspersky revela que quase um em cada cinco inquiridos partilharia os seus dados pessoais para receber algo gratuitamente em troca e 39% aceitaria dar acesso total dos seus dados pessoais a estranhos a troco de dinheiro.

Exemplos recentes mostram as consequências que dados pessoais partilhados na Internet podem ter no futuro, causando danos a carreias e a reputações, recorda a companhia, observando que é cada vez mais comum os empregadores e potenciais empregadores recorrerem a redes sociais como o Facebook, Instagram ou LinkedIn para avaliarem a reputação de candidatos e empregados e verificarem se não têm comportamentos de desrespeito para coim as empresas.

A empresa de segurança informática, citando estatísticas da Career Builder, afirma que 57% dos empregadores já encontraram nas redes sociais conteúdos que estiveram na base de decisões de não contratação de candidatos e que quase um terço (34%) das companhias já repreenderam ou despediram trabalhadores devido ao que encontraram nas redes sociais.

A Kaspersky conclui que mais de um quarto (26%) das pessoas já viu os seus dados pessoais serem acedidos sem o seu consentimento, número qua aumenta para quase um terço (31%) na faixa etária dos 16 aos 24 anos, sendo que mais de um em cinco (21%) perdeu dinheiro e um em cada quatro passou a ser incomodado com spam e anúncios indesejados.

A Kaspersky adianta que 62% protegemos dados com passwords, mais de um em cada três (35%) verifica regularmente e altera as suas definições de privacidade nos dispositivos, serviços e apps que usa, percentagem que aumenta para 42% entre os 16 e os 24 anos, mas que baixa paera pooucio mais de um em quatro (28%) nos maiores de 55 anos.

Mais de um em quatro (26%) tapam as câmaras web dos computadores para proteger a privacidade e 21% dos homens e 11% das mulheres encriptam os seus dados.

Mas todas as precauções não evitam situações como as do Marriot em 2018, em que 500 milhões de clientes foram afectados e muitos foram vítimas de fraude de identidade, recorda a Kaspersky.

Talvez pela frequência com que são violados os dados guardados por empresas que era suposto terem bons sistemas de segurança informática e regras rígidas e eficazes de protecção dos seus clientes, que tantos inquiridos admitem vender ou trocar por ofertas os seus dados, dizemos nós.



Fernando Valdez

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