Portugal segundo país mais afectado por spam e phishing 2018

Publicado em 30/05/2019 22:52 em Segurança Informática

Portugal foi no ano passado o segundo país mais afectado por spam (mensagens não desejadas, frequentemente com malware) e phishing (malware que visa recolher informações como credenciais bancárias ou outros dados potencialmente rentáveis), apenas ultrapassado pelo Brasil, revelou a Kaspersky.

O estudo da Kaspersky revela que 28,28% dos utilizadores brasileiros foram atingidos por ataques de spam ou phishing (menos 0,74 pontos do que em 2017) o mesmo acontecendo com 22,63% dos internautas portugueses, um acréscimo homólogo de 5,87 pontos percentuais.

Seguiu-se a Austrália (20,72%), a Argélia (20,46%), Reunião (20,39%), Guatemala (20,34%), Chile (20,09%), Espanha (20,05%), Venezuela (19,89%) e Rússia (19,76%), observa.

A Kaspersky adianta que as mensagens maliciosas eram geralmente altamente detalhadas na imitação de uma comunicação autêntica de bancos e outras entidades financeiras ou de grandes empresas, em mais de 120 milhões de tentativas de ataques detectados em 2018 contra clientes da empresa de segurança informática.

No ano da entrada em vigor (em Maio) do Regulamento Geral de Protecção de Dados (RGPD) da União Europeia, esse foi o tema utilizado para muitos ataques contra empresas, particularmente no segundo trimestre), indica a Kaspersky, adiantando que outros motivos recorrentes são os lançamentos de smartphones premium ou o campeonato do mundo de futebol.

A tentativa de obter transferências em moedas virtuais (cryptocurrencies) foi um dos objectivos dos cibercriminosos, mas que também procuraram conhecimentos valiosos, com 131 ataques a universidades de 16 países, mais de metade das quais (83) dos Estados Unidos. Foram atacadas 21 universidades britânicas, nalguns casos para roubo de dados de investigação de energia nuclear, sete australianas e sete canadianas.

O peso do spam através de correio electrónico baixou 4,15 pontos percentuais no ano passado, mas ainda representou mais metade (52,48%) do total. A China foi a fonte de 11,69% das mensagens de spam, ultrapassando os Estados Unidos, que não foram além dos 9,04%, seguindo-se a Alemanha (7,17%), subindo três lugares no ranking, adianta a Kaspersky.

Em quarto lugar ficou o Vietname (6,09%), seguido pelo Brasil (4,77%), a Rússia (4,29%) e a França (3,34%).

No primeiro trimestre de 2019, o Brasil continuou a liderar nos utilizadores alvo de ataques de spam e phishing, com 21,66%, seguindo-se a Austrália (17,20%) e a Espanha (16,96%), enquanto Portugal recuou para o quarto lugar, com 16,81%.

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