Dois em três internautas nacionais preocupam-se em proteger informação financeira

Publicado em 08/02/2019 00:11 em Segurança Informática

Quase dois em cada três (64,03%) dos portugueses vêem a protecção da informação financeira como principal preocupação de segurança dos dados online, segundo um estudo realizado pela empresa YouGov, para a Google, com entrevistas a 1007 adultos representativos da população portuguesa.

O estudo, divulgado pela Google por ocasião do Dia Europeu da Internet segura, revela como segunda prioridade na protecção de informações garantir a segurança de informações pessoais, como a morada, citada por 14,18% dos interrogados, e salvaguardar momentos pessoais, como fotos de família (7,29%).

O inquérito revela que mais de metade (50,26%) dos que responderam já foram alvo de tentativas de phishing por correio electrónico, 15,81% indicaram já ter tido o computador afectado por malware do que resultou informação pessoal manipulada, roubada ou apagada e 15,44% já tiveram acessos não autorizados a contas de correio electrónico ou de redes sociais.

Um quarto (24,89%) utiliza autenticação em dois factores em todas as contas, 45,13% nalgumas mas não em todas e 21,90% não utiliza.

Mais de dois em cada cinco (41,91%) utilizam um número de telefone e/ou uma conta de correio electrónico para recuperação nas contas online em todas as contas Internet, quase dois quintos (39,64%) nalgumas e só 11,67% não usa em nenhuma.

Um pouco mais de um quarto dos questionados no estudo usam ferramentas online para rever definições de segurança uma vez ou mais por mês, mas 28,54% nunca o faz.

Quanto à actualização regular de palavras passe de contas Internet, 15,44% nunca faz, 38,56% fazem-no semestralmente ou menos e apenas 18,68% o realizam uma vez por mês ou mais frequentemente.

Como dicas para garantir a segurança na Internet, a Google aconselha a manter o software actualizado (só 17% dos inquiridos o fazem mais de uma vez por mês), usar passwords diferentes para as diversas contas, o que 42,3% dos portugueses dizem fazer, e manter um número de telefone ou endereço electrónico para recuperar contas, o que é praticado pior mais de dois em cada cinco (41%).

A última recomendação da Google é o uso de dupla autenticação, coisa que 45% dos inquiridos já faz.

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