DECO com 376 mil queixas consumidores em 2018

Publicado em 01/02/2019 19:01 em distribuição/consumo

A Defesa do Consumidor (DECO) anunciou que foi contactada no ano passado por cerca de 376 mil consumidores, com as telecomunicações a liderarem, com quase 10% das queixas.

Em comunicado, a DECO indica, também, que mediou mais de 23 mil conflitos em 2018, um aumento de 35% face a 2017, com um valor ganho pelos consumidores de quase 3 milhões de euros.

A DECO adianta que recebeu 34 956 contactos por problemas dos consumidores com os operadores de telecomunicações, que abrangeram as empresas MEO, NOS, Vodafone e NOWO, destacando a cobrança de 1 euro por facturas em papel feito pela MEO e o caso NOWO/Sport TV.

Indica que no caso das telecomunicações os motivos principais de reclamação relacionaram-se com o período de fidelização, facturação, práticas comerciais desleais e dificuldades de cancelamento do contrato.

O comércio retalhista foi o alvo de 25 345 queixas, salientando o crescimento das reclamações, sobretudo das vendas Internet, da Worten, pequenos retalhistas que remetem para os consumidores para o contacto com a marca para accionar a garantia, e o argumento de «mau uso» pelo consumidor para não aceitar as reclamações por parte da grande distribuição.

No comércio, as principais questões foram as dificuldades em accionar a garantia, incumprimento de prazos de entrega, falta de informação e práticas desleais nas promoções e incumprimento dos prazos do direito de anulação da compra nas aquisições por Internet.

Os problemas com os serviços financeiros motivaram 19 249 queixas, nomeadamente com a CGD e a Wizink, relacionados principalmente com o aumento das comissões bancárias e redução drástica das isenções de pagamento, os produtos financeiros, pela falta de clareza na informação prestada, nomeadamente aos mais idosos, falta de informação sobre o crédito à habitação, e, na actividade seguradora, falta de informação sobre exclusões, franquias e valor da indemnização.

Na área da energia e água, as principais queixas relacionaram-se com atrasos de envio de facturas, práticas comerciais desleais da Endesa e Iberdrola, práticas comerciais desleais na mudança de comercializador, atrasos no envio de facturas.

No caso da água, as principais razões de queixa prenderam-se com falta de informação sobre as facturas, prescrição e recurso à execução fiscal para recebimento das facturas.

A DECO destaca como «Menções desonrosas» a CP, pela qualidade de serviço (atrasos e supressões de comboios) e pela relação com os clientes, e os CTT, pela qualidade do serviço e incumprimento dos prazos.

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