Globalmente mercado de tecnologias está melhor em Portugal

Publicado em 25/01/2019 19:50 em Empresas

Globalmente o mercado de tecnologias está melhor em Portugal, com maior investimento privado, situação que em 2019 deverá manter-se, mesmo com algumas incertezas, indicou Hugo Abreu, director-geral da Oracle em Portugal.

Em encontro quinta-feira com a imprensa, Hugo Abreu adiantou que a presença da Oracle no sector público e o trabalho com os principais ministérios não se alterou, muito embora, com as restrições orçamentais, aqui ou ali se possam ter verificado alterações.

Revelou que o peso do sector público no negócio total da Oracle Portugal deverá ficar no ano em curso entre os 20 e os 30%, provavelmente na metade superior, mas sublinhou que ainda é cedo para fazer uma previsão com um intervalo mais apertado.

O director-geral da Oracle Portugal revelou que há cerca de um ano o negócio «cloud» da Oracle a nível global representava 10/12% do total e, embora tenha havido alterações metodológicas no cálculo, o peso actual na Oracle Portugal deve andar nessa ordem de grandeza e poderá duplicar nos próximos dois/três anos.

Destacou que mais de 80% das interacções com clientes são no modelo «cloud».

O director-geral da Oracle Portugal afirmou que uma das grandes mensagens é o êxito que a Oracle tem vindo a ter nas áreas aplicacionais.

Hugo Abreu e Pedro Ferreira, director da área de aplicações em Portugal, salientaram que a transformação em várias áreas vai dar-se esmagadoramente no mundo da «cloud» e poucos vão permanecer na oferta tradicional de software aplicacional.

Os responsáveis da Oracle sustentaram que hoje é mais seguro ter os dados numa «cloud» privada do que num centro de dados próprio e garantiram que a Oracle tem soluções diferenciadoras em matéria de segurança.

Mas a Oracle tem também uma solução em que gere os serviços «cloud» no centro de dados próprio do cliente.

Os responsáveis da Oracle Portugal sustentaram que a tecnologia permite aplicar Business Intelligence e Machine Learning às «pegadas» digitais para obter informação, usar algoritmos para identificar os melhores candidatos para as funções pretendidas ou fazer uma personalização dinâmica para quem entra no sítio Internet de uma empresa.

Recordaram que a Oracle instituiu vendas de aplicações por um sistema de créditos, que está a ser progressivamente implementado, que permite aos seus clientes irem utilizando os créditos que adquiriram para comprar as aplicações de que precisam em cada momento, embora em soluções que tenham uma utilização mais estável ao longo do tempo, como ERP, o sistema de créditos seja menos relevante.

Pedro Ferreira sublinhou que na vertente das aplicações, a Oracle praticamente só trabalha com fornecimento de Software as a Service (SaaS), que permite fazer remotamente todas as actualizações das aplicações, libertando as empresas dessa trabalho.

Hugo Abreu indicou que a Oracle tem 210 trabalhadores em Portugal, quatro dezenas dos quais na área do suporte e desenvolvimento, na grande maioria na área do MySQL, e prestam serviços de suporte para todo o mundo, não só no MySQL mas também em áreas como os serviços, consultoria, segurança, retalho ou serviços «cloud».

No encontro com a imprensa foi divulgado que um estudo da Association of International Certified Profissional Accountants e da Oracle revela que 89% das equipas financeiras ainda não adoptaram tecnologias de inteligência artificial e 90% das equipas não possuem recursos para suportar a transformação digital.

O estudo, que parte de um inquérito a mais de sete centenas de directores financeiros em todo o mundo, indica que só 10% das equipas financeiras consideram estar preparadas com recursos para suportar os objectivos e a transformação digital da empresa.

O estudo revela que 46% dos directores financeiros com conhecimentos tecnológicos avançados reportam níveis de crescimento significativo das receitas, contra 29% no caso dos directores financeiros que não possuem essas competências

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