16,5 milhões doentes monitorizados remotamente em 2017

Publicado em 27/12/2018 19:35 em Tecnologias da Saúde

Em 2017 havia no planeta16,5 milhões de doentes que eram monitorizados remotamente nas suas casas com uso de comunicações electrónicas, um aumento de 41% face ao ano anterior, segundo estimativas da analista Berg Insight.

A Berg assinala que a «mHealth» é um conjunto de soluções que usam as telecomunicações para os cuidados de saúde em programas de saúde digital e que têm como primeiro foco as soluções de monitorização em casa, geralmente para acompanhar a situação de doentes crónicos, como os que sofrem de arritmia cardíaca, apneia do sono ou diabetes, por exemplo.

Outras aplicações incluem diagnósticos remotos ou ensaios clínicos.

A Berg Insight precisa que a estimativa inclui todos os doentes envolvidos em programas de mHealth em que dispositivos médicos são utilizados como parte do regime de cuidados.

A Berg prevê que o número de doentes monitorizados remotamente crescerá a uma taxa média anual composta (CAGR, na sigla inglesa) de 31,0%, para atingir os 83,4 milhões em 2023, quase metade dos quais (40,3 milhões) com os pacientes a utilizarem os seus próprios dispositivos móveis (BYOD) para este fim.

Estima que as receitas envolvidas nas soluções de0 mHealth no ano passado atingiram 13,9 mil milhões de euros, incluindo as receitas de dispositivos de monitorização remota, soluções de conectividade mHealth e plataformas remotas de cuidados de saúde.

As receitas ligadas à monitorização remota de doentes deverão crescer a um CAGR de 22,2% entre 2017 e 2023, para ascenderem a 46,1 mil milhões de euros dentro de cinco anos, indica a Berg Insight.

Aquela analista sublinha que há uma forte tendência para incorporar mais conectividade nos dispositivos médicos para garantir novos serviços e propostas de valor.

Adianta que os problemas do sono, um segmento dominado pela Philips e pela ResMed, são claramente os mais monitorizados e o número daqueles doentes vigiados em suas casas mais do que duplicou entre 2015 e 2017, largamente pela compatibilidade com os requisitos de monitorização que foram introduzidos nos Estados Unidos e em França.

Acrescenta que antes disso a gestão do ritmo cardíaco era tradicionalmente o mais importante na monitorização remota de pacientes.

A Berg prevê que nos próximos seis anos os três segmentos de mHealth com maior crescimento serão a monitorização remota da glicose, monitorização da oxigenação e soluções de medicação.

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