Segunda geração nuvem Oracle com elevada segurança

Publicado em 16/11/2018 00:40 em Geral

A segunda geração da Cloud da Oracle (Oracle Gen 2 Cloud) oferece as tecnologias mais avançadas do mercado e níveis de segurança sem precedentes, indicaram hoje os responsáveis da Oracle Portugal Bruno Morais (director de vendas) e João Borrego (gestor de soluções de engenharia).

Em encontro com a imprensa, os responsáveis da empresa salientaram que a segurança tem grande importância para uma empresa como a Oracle, que gere grandes volumes de dados, e precisaram que nem a própria Oracle tem acesso aos dados dos clientes na segunda geração de cloud, lançada há dias no Oracle OpenWorld 2018.

Indicaram que a Oracle Gen 2 Cloud já está disponível na oferta de cloud pública da empresa e em 2019 ficará acessível no Oracle Cloud at Customer, uma oferta da multinacional que permite que as empresas mantenham os seus dados e aplicações em centros de dados próprios beneficiando de todas as vantagens da nuvem.

Observaram que através da Cloud at Customer a tecnológica Glintt consolida os dados de hospitais e clínicas clientes através da cloud mas mantendo-os no seu centro de dados, com segurança, maior eficiência e controlo da informação, obtendo uma redução de 18% dos custos operacionais com essa solução.

A Glintt faz a sincronização de dados em tempo real de 2500 farmácias, com elevado desempenho e segurança, permitindo garantir respostas rápidas, adiantaram.

Bruno Morais e João Borrego apontaram como tendências até 2025 que a totalidade das aplicações cloud usem Inteligência Artificial e que 85% das interacções com clientes estejam automatizadas, indicando que é um desígnio da multinacional para 2019 uma cloud segura para toda a gente.

Defenderam que as bases de dados autónomas (autonomous databases) e o software autónomo (autonomous software), utilizando Inteligência Artificial e Machine Learning, permitirão às empresas reduzir o tempo com manutenção e operações e dedicarem-se mais à inovação.

Recordaram que a componente preditiva, que permite resolver problemas que ainda nem se manifestaram, é cada vez mais importante, assim como a reposição automática do serviço, e exemplificaram que a EDP utiliza manutenção preditiva nos parques eólicos com recurso a Big Data e Inteligência Artificial.

Na área da gestão da Cadeia de Fornecimentos (SCM), a Oracle estima que introdução da tecnologia Blockchain irá permitir automatizar todo o processo de controlo manual do envio e entrega de mercadorias, que representa 65% do trabalho.

A Oracle apresentou na OpenWorld o Oracle Digital Assistant, que garante ser a plataforma de Chatbot mais avançada do mercado.

Chatbot é uma tecnologia de automatização do atendimento a clientes e informações sobre produtos e serviços, que usa Inteligência Artificial, mas os responsáveis da Oracle Portugal sustentaram que a pessoa que está a ligar tem de perceber que está a ser atendida por um robot e consideraram que tentar fazer passar o assistente digital por um atendimento pessoal é um erro.

Os directores da Oracle consideraram que a utilização do assistente digital poderia ser útil na generalidade dos organismos da administração publica.

Revelaram que a Oracle criou dois programas de financiamento aos clientes, visando facilitar a adopção da cloud, um que permite aos clientes transferirem para a nuvem as suas tecnologias residentes na empresa e outro de crédito universal, que permite utilizar o crédito disponível para fins diferentes do inicialmente previsto.

Bruno Morais e João Borrego destacaram que entre os sectores que estão a evoluir muito rapidamente para a nuvem estão as utilities e a saúde, sendo que este último sector precisa de sensibilidade acrescida quanto à localização e segurança dos dados.

Em relação ao sector público, consideraram este tem uma maturidade tecnológica mais reduzida e previram que a tendência será para uma aceleração da adopção de tecnologia na administração pública.

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