CEO da Web Summit muda-se para Lisboa

Publicado em 09/11/2018 02:06 em Web Summit

Paddy Cosgrave, CEO da empresa irlandesa Web Summit, que organiza a conferência de empreendedorismo e tecnologias com o mesmo nome, anunciou quinta- feira que vai mudar-se com a família de Dublin para Lisboa na sequência do acordo para que a Web Summit se realize em Lisboa nos próximos 10 anos.

Em conferência de imprensa no último dia da Web Summit 2018, Cosgrave indicou que o acordo para a conferência se manter em Lisboa pelo menos até 2028 vai permitir uma expansão dos escritórios na capital portuguesa.

Embora esteja prevista uma expansão do espaço disponível para a realização da Web Summit, que se admite poder vir a permitir duplicar o número de participantes deste ano, o CEO da empresa assinalou que em 2019 o número de participantes deverá manter-se em cerca de 70 mil, ao nível de 2018, para garantir a qualidade, uma vez que a conferência está limitada em termos de espaço.

A Web Summit tem vindo a bater recordes de participação desde que veio para Portugal em 2016, mas Cosgrave só espera ter condições para aumentar o número actual de participantes em 2020 ou 2021.

O acordo com o governo português e com a Câmara de Lisboa, que permitiu a permanência da conferência na capital portuguesa por mais 10 anos, prevê que as autoridades portuguesas suportem um investimento de 110 milhões de euros em 10 anos para permitir a expansão da conferência.

Paddy Cosgrave admitiu uma expansão para outras actividades da empresa em Portugal, dando como exemplo a possibilidade de uma «Wine Summit», aproveitando a qualidade e os preços acessíveis dos vinhos portugueses.

Disse que a presença de um grande número de pessoas de todo o mundo pode ser uma oportunidade para divulgar os vinhos portugueses.

Questionado sobre a denúncia do Sindicato dos Jornalistas de «restrições impostas pela Web Summit à liberdade de movimentos dos jornalistas a pretexto da protecção de dados», Paddy Cosgrave disse não estar a par comunicado do sindicato e e não conhecer as alegadas restrições, mas manifestou disponibilidade para tratar o assunto.

A nota emitida pelo Sindicato dos Jornalistas não explicita quais as restrições que denuncia e, durante a permanência na Web Summit, o autor destas linhas não se apercebeu de restrições.

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