Estrela da Web Summit 2017 regressa em 2018

Publicado em 07/11/2018 19:56 em Web Summit

A Web Summit 2017 teve uma estrela que fala mas não é humana e está de regresso em 2018: a robot Sophia.

Ben Goertzel, cientista chefe da SingularityNET e criador do robot, disse hoje em conferência de imprensa na Web Summit que a Sophia «está cada vez mais inteligente».

A Sophia, conforme foi anunciado no ano passado, é o primeiro robot a ter uma cidadania, que lhe foi conferida pelas autoridades da Arábia Saudita, mas Goertzel, sem rejeitar essa cidadania, deixou implícito que gostaria que ela fosse cidadã de um país mais democrático. Contudo, disse que Sophia deve ser preparada para responder a perguntas sobre o seu país (Arábia Saudita).

Respondendo a uma pergunta, Goertzel disse que a Arábia Saudita «ofereceu proactivamente» a cidadania a Sophia, mas não teve qualquer contribuição para o desenvolvimento do robot.

O criador da robot indicou que está a ser utilizada uma plataforma da SingularityNET na nuvem para conter a inteligência de Sophia. Aliás, quando a robot ficou algumas vezes sem capacidade de responder a perguntas de jornalistas e do próprio cientista, esclareceu que isso se deveu a problemas nas ligações à Internet.

«É o que dá ter o cérebro na nuvem», ironizou.

Questionado sobre as dúvidas suscitadas pela inteligência artificial (AI, na sigla inglesa), Ben Goertzel afirmou que há sempre incerteza, que se pretende dar à AI uma utilização para o bem, mas nunca se pode ter essa garantia.

Não devemos ter medo da AI, mas devemos estar vigilantes para que a inteligência artificial não seja utilizada para fins militares ou de publicidade,

Em relação ao impacto da AI no emprego, o cientista chefe da SingularityNET previu que haverá empregos eliminados e outros que serão criados.

Disse que nas próximas décadas os robots vão estar em todo o lado e desempenhar tarefas como conduzir automóveis ou limpar a casa, mas considerou óbvio que os robots não vão fazer tudo.

Indicando que há dezena e meia de Sophias produzidas, precisou que os próximos passos são dar-lhe mais capacidades motoras, de visão e audição e aumentar a sua inteligência e reconheceu que os robots não têm capacidade para responder a certas questões.

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