Sophos anuncia tecnologia EDR no Intercept X Advanced

Publicado em 24/10/2018 23:29 em Segurança Informática

A empresa britânica de segurança informática Sophos anunciou que a sua nova tecnologia EDR - Endpoint Detection and Response foi integrada no seu produto Intercept X Advanced.

Em encontro terça-feira com a imprensa portuguesa, Ricardo Maté, director geral para a Península ibérica, e Chester Wisniewski, investigador científico principal, assinalaram que a Sophos disponibiliza aos clientes o Sophos Central, uma consola única que permite administrar a segurança endpoint, de servidores, dispositivos móveis, correio electrónico e Wi-FI.

Chester Wisniewski salientou que geralmente as pequenas e médias empresas (PME) têm uma segurança mais básica, com firewalls e anti-vírus, enquanto as grandes empresas dispõem normalmente de ciber-defesas sofisticadas.

Observou que o problema das PME não resulta só da dificuldade financeira em comprar soluções mais sofisticadas, mas também da falta de recursos próprios com competências para gerir esses sistemas de segurança mais complicados.

Os responsáveis da Sophos destacaram que o lema da empresa é «Security Made Simple» e a Sophos fornece meios de análise automáticos e a consola Sophos Central que permite gerir as diferentes soluções de segurança instaladas na empresa.

Chester Wisniewski salientou que as empresas que compram as soluções de segurança da Sophos não têm de se preocupar como elas funcionam e podem concentrar-se no funcionamento da organização e em medidas internas para fomentar a segurança.

Os responsáveis da Sophos destacaram que as falhas de segurança pelos empregados são um dos grandes problemas das empresas e revelaram que a Sophos realiza acções de formação em segurança dos trabalhadores dos seus clientes.

Chester Wisniewski indicou que os criminosos informáticos utilizam métodos de ataque cada vez mais sofisticados, observando que na banca os alvos principais já não são os clientes mas os próprios bancos, adiantando que essa estratégia começou pelos bancos de língua inglesa. Adiantou que cada vez mais os ataques são automatizado e difundidos massivamente.

Observou que a criminalidade informática investe onde vê mais potencialidades de lucros, recordando que o ransomware começou há cinco anos mas quando passou a gerar maiores lucros disseminou-se e hoje o objectivo é conseguir entre 50 mil e 100 mil dólares por ataque. Procuram na Internet servidores vulneráveis e quando os detectam disseminam o ransomware na rede da empresa.

Ricardo Maté revelou que a Sophos, com sede próxima de Oxford (Reino Unido), tem cerca de 3 mil trabalhadores, facturou no ano passado cerca de 770 milhões de dólares (um crescimento de 22%, cerca do triplo da média do sector) e conta com cerca de 300 mil clientes, em forte crescimento.

Indicou que a Sophos emprega 25 pessoas na península ibérica, tem cerca de 8 mil clientes, dos quais 2500 em Portugal, e a sua facturação cresceu 38%, mais do triplo do registado naquele sector.

A companhia conta com centenas de investigadores em laboratórios situados no Reino Unido, Canadá, Austrália e Índia, precisaram.



Nota: o meu computador falhou e tive de adquirir um novo e a seguir instalá-lo nos primeiros dias da semana em curso (ainda incompleto). Como continuei a estar presente em eventos, até sexta-feira haverá notícias que vêm do dia anterior. Fernando Valdez

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