Presidente instituto alemão Ifo contra taxa digital na UE

Publicado em 09/10/2018 18:02 em Notícias economia

O instituto de conjuntura alemão Ifo manifestou oposição à introdução de uma taxa digital na União Europeia, que trará «problemas significativos e consequências negativas».

Clemens Fuest, presidente do prestigiado instituto de conjuntura económica ligado à Universidade de Munique, defende que uma sobrecarga adicional sobre a economia digital iria comprometer seriamente o desenvolvimento digital na União Europeia.

Na apresentação quinta-feira em Munique de um estudo do Ifo para a Câmara de Comércio e Indústria de Munique, Fuest destaca o impacto daquela taxa na política comercial.

Os Estados Unidos e os outros países de origem das companhias digitais afectadas deverão ver essa taxa como uma tarifa e isso apenas vai intensificar a guerra comercial com os Estados Unidos.

O presidente do Ifo sustenta que apenas por as companhias venderem serviços digitais na Europa, isto não significa que também devam pagar aqui impostos sobre o rendimento, observando que, segundo as regras internacionais de taxação, as empresas devem pagar impostos nos países onde os produtos são desenvolvidos e produzidos, não onde são vendidos.

«A fuga fiscal pelas multinacionais é um problema real, mas não é um fenómeno que esteja limitado à economia digital», defende Clemens Fuest.

A posição do Ifo e da Câmara de Comércio e Indústria bávara poderá não estar desligada do facto de mais de dois quintos das exportações da Bavária terem como destino países terceiros, exteriores à UE.

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