Êxito mobilidade inclui centro de excelência e executivo para área

Publicado em 19/09/2018 16:45 em Empresas

Uma visão para o êxito da mobilidade numa empresa passa pela criação de um centro de excelência que desenhe aplicações à medida para a companhia e recuse aplicações standard, assim como pela escolha de um executivo dedicado, defendeu Horta Soares, consultor sénior da IDC.

Falando terça-feira em Lisboa na abertura do «IoT e Mobility Forum», organizado pela IDC, aquele responsável da consultora tecnológica salientou que o móvel não é para digitalizar a actividade mas para transformar processos e que ao executivo encarregado da mobilidade cabe liderar e dar visibilidade à plataforma móvel da organização e deve ter a capacidade de transformar procedimentos.

Bruno Horta Soares defendeu que os responsáveis pela mobilidade devem redefinir os modelos de desenvolvimento e de ferramentas móveis e garantir uma visão global do móvel na empresa, independente dos processos existentes.

Acrescentou que, se o caminho for o dos trabalhadores utilizarem o seu próprio dispositivo móvel (BYOD), é necessário ter em conta as questões de segurança e definir políticas que protejam a empresa do ponto de vista técnico e legal.

Observou que as empresas devem definir uma estratégia de aplicações desenhada especificamente para as suas necessidades e que seja suportada por diferentes aplicações e sistemas operativos.

Horta Soares assinalou que a empresa tem de perceber o que é que quer fazer com o móvel, coordenar essa visão com a estratégia de transformação digital da organização e encarar a mobilidade como uma resposta e não apenas um ponto de partida.

A IDC prevê que em 2020 cerca de três quartos das aplicações móveis empresariais sejam customizadas, contra cerca de um quarto actualmente, um quinto das aplicações móveis incluirão realidade aumentada, uma em cada quatro utilizará inteligência artificial e machine learning e os telemóveis tornar-se-ão crescentemente terminais de pagamento nos mercados em desenvolvimento.

Em relação à Internet das Coisas (IoT, na sigla inglesa), o responsável da IDC previu que em 2025 haja 80 mil milhões de dispositivos ligados à Internet, cerca de seis vezes mais do que actualmente.

Miguel Aguiar, responsável no operador NOS pelo produto e inovação para o segmento «corporate», antecipou que em 2020 metade dos trabalhadores serão millenials (nascidos entre 1980 e 1996).

Afirmou que hoje 62% dos trabalhadores trabalham em mais de uma localização, 81% valorizam a adopção de tecnologias de última geração no trabalho, quase três em quatro (74%) acham que a tecnologia torna o dia de trabalho melhor e mais fácil, 70% consideram que a tecnologia facilita a compatibilização do trabalho com a vida pessoal e 61% trabalham diariamente em colaboração.

O responsável da NOS afirmou que a comunicação e partilha de informação nas empresas, quando bem organizada, é crítica para as organizações.

Sustentou que os factores de mudança das organizações são as alterações de mentalidades e da cultura da empresa, a mudança tecnológica, a evolução dos negócios e empresas, que são cada vez mais globais, e as preocupações com a sustentabilidade, que no mundo actual é vital para quem quer ter futuro.

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