Mais metade das empresas não tem software contra ransomware

Publicado em 17/09/2018 22:00 em Segurança Informática

Um estudo encomendado pela Sophos, companhia especializada em soluções de segurança informática para empresas, revela que mais de metade (54%) das companhias que sofreram ataques de ransomware não dispunham de protecção adequado.

A Sophos indica que o estudo «The state of endpoint security today», encomendado à empresa especializada Vanson Bourne, inquiriu gestores de TI (tecnologias da informação) de 2700 empresas com entre 100 e 5 mil trabalhadores em 10 países.

O estudo revelou que dois terços dos responsáveis de TI das empresas inquiridas não compreendem o que é software anti exploits.

Indica que quase um terço (31%) das empresas inquiridas admite vir a ser vítima de ataques de ransomware.

A Sophos assinala que os países mais afectados por ransomware são a Índia (67%), o México (65%) e os Estados Unidos (60%), enquanto os sectores com mais vítimas de ransomware são a Saúde e Tecnologias (76%), a Energia, Petróleo e Gás (65%) e os negócios e serviços profissionais (59%).

O inquérito apurou que um quarto dos inquiridos estima um custo entre os 13 mil e os 70 mil dólares para resgatar um terminal afectado.

O estudo adianta que 77% das organizações atacadas estavam a correr um software de segurança actualizado mas a Sophos sublinha que a única forma de evitar ser vítima de ransomware é dispor de software de segurança para esse fim.

O ransomware é um malware que entra nos sistemas e, se não for detectado, assume o seu controlo e encripta a informação, o que torna o sistema inoperacional, pedindo um resgate para fornecer a chave de desencriptação.

O pagamento do resgate não garante o restabelecimento do sistema, porque por vezes a chave não é fornecida, além de que, em muitos casos, os cibercriminosos já copiaram a informação da empresa contida no sistema informático.

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