Critical TechWorks, nova empresa comum dos grupos Critical e BMW

Publicado em 18/06/2018 23:13 em Software

A Critical Software anunciou hoje, dia do vigésimo aniversário da tecnológica de Coimbra, a constituição da Critical TechWorks, uma empresa comum entre os grupos português Critical e alemão BMW para construir o carro do futuro.

Em encontro com a Imprensa, Gonçalo Quadros, presidente executivo (CEO) da Critical Software, indicou que a nova empresa está ainda dependente de autorização do regulador europeu da concorrência.

Gonçalo Quadros manifesta-se convicto de que não serão postos obstáculos da parte da autoridade da concorrência e está a preparar a nova empresa «a todo o vapor», mas recusou-se a fornecer informações sobre o projecto de empresa comum Critical/BMW até este estar aprovado pela Comissão Europeia.

Apenas indicou que a Critical TechWorks será uma empresa de direito português com sede no Porto e centros de engenharia integrados em Lisboa e no Porto.

O CEO do grupo Critical recordou que a companhia já tem relações de colaboração com o grupo BMW.

Indicou que o projecto de automóvel do futuro incide em todo o software instalado nas viaturas BMW e abarca áreas como a inteligência artificial, Big Data/ Data Analytics, Ecossistemas de clientes, fábricas inteligentes, partilha de automóveis e conectividade dos veículos.

Quadros assinalou que este á um projecto transformador que deverá transportar a Critical «para uma outra galáxia» e que poderá ter uma influência significativa na facturação do grupo.

O CEO acredita que a Critical foi escolhida para este projecto em que havia centenas de candidatos, principalmente por haver já uma relação de colaboração e confiança entre as duas companhias e por Portugal estar a afirmar-se como um destino de engenharia, onde se podem desenvolver projectos na área tecnológica e que dispõe de talentos.

Defendeu que a Critical TechWorks trará um reconhecimento maior à marca Critical, tal como no início da empresa a relação com a agência espacial dos Estados Unidos NASA foi importante.

Indicou que a Critical terá uma relação de exclusividade no sector automóvel e da mobilidade, intensificando a relação de colaboração que já tinha com aquele construtor automóvel alemão.

Gonçalo Quadros recordou que há 20 anos a Critical foi criada por três estudantes de doutoramento da Universidade de Coimbra, que apostaram no sector espacial apesar de não ter mercado doméstico e teve como primeiro cliente a NASA.

Acrescentou que, contra a corrente, a empresa recusou focar-se num único sector e diversificou o desenvolvimento de software para novas áreas como a aeronáutica, defesa e segurança, energia, telecomunicações, soluções marítimas, serviços financeiros e automóvel e considerou interessante o sector ferroviário.

O CEO da Critical indicou que sendo a companhia uma empresa de serviços de software, a visão dos seus responsáveis foi apostar em startups focadas em produto e criou várias empresas como a Critical Manufacturing, Critical Materials ou a C3 Critical Links.

Garantiu que a Critical fez um caminho de 20 anos sem perder ambição, energia e vontade e conseguiu reinventar-se.

Gonçalo Quadros assinalou que a primeira filial no estrangeiro foi nos Estados Unidos, em San Jose (Califórnia) devido à sua relação com a NASA e tem ainda escritórios em Southampton (Reino Unido) e em Munique (Alemanha).

Em Portugal, a empresa tem escritórios em Lisboa e Porto e abriu recentemente em Vila Real, Tomar e Viseu).

Gonçalo Quadros revelou que o grupo Critical teve no ano passado um volume de negócios da ordem dos 42,1 milhões de euros, um crescimento de 39% em quatro anos, e emprega seis centenas de trabalhadores.

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