GMV tem tecnologia implementada em mais de 400 satélites

Publicado em 30/05/2018 22:44 em Software

A multinacional tecnológica de origem espanhola GMV lidera em sistemas de controlo de satélites para operadores de telecomunicações e é fornecedora da ESA – Agência Espacial Europeia, indicou o director-geral da companhia em Portugal, Alberto de Pedro.

Em encontro com a imprensa, Alberto de Pedro recordou que a GMV, com sede em Madrid, foi fundada em 1984, emprega 1600 trabalhadores de 16 nacionalidades e facturou 160 milhões de euros no ano passado, com a totalidade do valor acrescentado associado a actividades de alto conteúdo tecnológico.

Adiantou que a companhia dedica cerca de 10% da sua facturação a investigação e desenvolvimento (I&D).

Em Portugal, onde está presente desde que em 2005 comprou a Skysoft, a GMV emprega uma centena de pessoas, quase metade das quais trabalham na área espacial, e facturou 7 milhões de euros em 2017, acrescentou.

Alberto de Pedro revelou que a companhia espera para o ano em curso um volume de negócios global de 180 milhões de euros e um ligeiro crescimento da facturação em Portugal.

O director-geral em Portugal indicou que a empresa se dedicou inicialmente aos sectores espacial e de defesa, a trabalhar para a ESA, mas alargou depois a sua actividade para a aeronáutica, transportes, saúde, sector financeiro e tecnologias da informação (TI) para o sector público e grandes empresas.

A GMV indica que desde 1984, ano da sua fundação, participou em praticamente todas as missões espaciais da Agência Espacial Europeia , incluindo na exploração de Marte (Exomars).

Teresa Ferreira, directora do Espaço da GMV Portugal, indicou que entre as actividades da GMV na área espacial se contam a ajuda na identificação do estado das infra-estruturas e danos em caso de desastres naturais, para preparar acções a desenvolver, o controlo de fronteiras da União Europeia (UE) e detecção de zonas onde há grandes massas migratórias.

Adiantou que a empresa faz também levantamentos de áreas florestais ardidas através de imagens de satélite - precisou que já o fez no passado mas não foi contratada por Portugal para os incêndios de 2017 – e identifica a dimensão do abate de árvores em grandes florestas, como a Amazónia.

Teresa Ferreira revelou que a GMV trabalha muito com imagens de satélite para apoiar a agricultura, com avaliações sobre a saúde das águas ou medição da biomassa das florestas, com base no sistema europeu de satélites Copernicus.

A directora da GMV Portugal indicou que a GMV é líder na área do projecto Galileu e está a trabalhar já na segunda geração deste sistema, na área de receptores e de serviços avançados de alta precisão.

A GMV Portugal está a trabalhar na área da remoção de lixo espacial, que constitui um perigo para a navegação no espaço, o que implica parar os objectos que se movem a grande velocidade, retirá-lo da órbita e enviá-los para outras órbitas onde não ponham em perigo a navegação espacial, precisou Teresa Ferreira.

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