Crescimento PIB português abranda no I trimestre 2018

Publicado em 15/05/2018 16:07 em Indicadores estatísticos

O crescimento do PIB português abrandou no primeiro trimestre, tanto em comparação homóloga, para 2,1%, como em cadeia (face ao trimestre precedente), para 0,4%, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística.

As estimativas rápidas do INE indicam que em termos homólogos (comparando com igual trimestre de 2017), nos três primeiros meses de 2018 as exportações de bens e serviços abrandaram mais do que as importações.

Acrescenta que o contributo positivo da procura interna para o crescimento homólogo estabilizou no primeiro trimestre, com uma ligeira desaceleração do consumo privado e um aumento do investimento um pouco superior ao de trimestre homólogo.

Em cadeia, o contributo da procura externa líquida para a variação do produto foi negativo, ao contrário do que sucedeu no quarto trimestre de 2017, com um aumento das importações de bens e serviços superior ao das exportações.

Isto ocorre apesar de no primeiro trimestre as dormidas de não residentes terem aumentado 6,8% em número 6,4% em valor, segundo números também hoje divulgadas pelo INE. As dormidas de residentes nos três primeiros meses cresceram 6,6% em número e 10,5% em valor, para o que contribuiu positivamente o efeito Páscoa.

Em cadeia, o contributo positivo da procura interna acelerou, em resultado de evoluções mais positivas tanto da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, investimento) como do consumo privado.

Para o segundo trimestre, verifica-se um efeito homólogo desfavorável da Páscoa, que em 2018 foi em Março e no ano passado em Abril.

A desaceleração do crescimento no primeiro trimestre poderá antecipar para este ano um crescimento significativamente inferior aos 2,7% de 2017, ainda que tudo indique que se manterá acima dos 2%.

Mas será preciso aguardar pelos resultados correntes das contas trimestrais, que serão divulgados a 30 de Maio, e provavelmente pelos números do segundo trimestre deste ano para ser possível fazer previsões mais aproximadas do que poderá ser o crescimento do ano em curso.

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