IBM prevê cinco inovações críticas para próximos cinco anos

Publicado em 26/03/2018 23:39 em Geral

A multinacional tecnológica IBM anunciou as suas previsões de cinco inovações científicas e tecnológicas que vão mudar a forma como as pessoas vão trabalhar e viver nos próximos cinco anos.

Estas previsões incluem o computador mais pequeno de sempre, e inovações na inteligência artificial (IA, na sigla inglesa), computação quântica, blockchain e cibersegurança.

A companhia norte-americana indica que será possível garantir a autenticidade e qualidade dos produtos desde a origem até ao consumidor através de uma infra estrutura de «chrypto-anchors» (modelos de impressão digital cifrada integrando um produto), conjugada com microcomputadores mais pequenos do que um grão de sal e tecnologia blochchain, para combater a contrafacção e falsificação de produtos.

Acrescenta que esta tecnologia será usada dentro de cinco anos para os mais diversos fins, desde equipamentos médicos e alimentos até roupas ou componentes automóveis.

Observa que as indicações em tempo real que aquelas pequenas infra estruturas contêm, ao entrarem num sistema de blockchain garantem a autenticidade de um produto ao longo de todo o ciclo, abrindo caminho a soluções que garantam a segurança alimentar ou evitem a falsificação de objectos de luxo.

A IBM prevê que os cibercriminosos vão conseguir ultrapassar a maioria dos métodos de cibersegurança que conhecemos hoje e os computadores quânticos vão quebrar todos os métodos actuais de criptografia.

Revela que os seus cientistas e investigadores desenvolveram um modelo de criptografia pós-quântico, que a companhia apresentou ao Governo dos Estados Unidos, baseado em «lattice cryptography», com encriptação por modelos matemáticos extremamente difíceis que escondem dados sensíveis dentro de complexas estruturas algébricas, para impedir que dados sensíveis sejam expostos por hackers.

Antecipa que dentro de cinco anos pequenos microscópios 3D autónomos com capacidades de inteligência artificial incorporadas, disseminados por todos os mares e ligados em rede à nuvem, monitorizarão continuamente as actividades do plâncton, que funciona como um sensor biológico da saúde aquática, para proteger aquela valioso recurso natural.

Para a IBM, dentro de cinco anos haverá novas soluções para combater os algoritmos de inteligência artificial tendenciosos que se alimentam de dados incorrectos e pouco fidedignos, incorporando algoritmos que aprendem sozinhos e que poderão identificar e mitigar objectivos tendenciosos.

Prevê, também, que dentro de cinco anos a computação quântica sairá dos laboratórios e passará a ser considerada normal, começando a ser utilizada por novas categorias de profissionais, por programadores e por estudantes para resolver problemas para os quais não há hoje resposta, dando origem ao aparecimento de novas comunidades de programadores e engenheiros, entre outras.

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