Oferta Oracle na nuvem abre potencial compra tecnologia de ponta por pequenas empresas

Publicado em 08/02/2018 23:47 em Empresas

O director-geral da Oracle Portugal, Hugo Abreu, defendeu hoje que a oferta da companhia na nuvem abre um potencial de compra de tecnologias da informação de ponta por pequenas empresas nacionais.

Em encontro com a imprensa, em que também esteve presente o director comercial, Bruno Morais, Hugo Abreu reconheceu q ue a Oracle está alicerçada nas tecnologias de informação (TI) corporate, para grandes e médias empresas, mas espera chegar a empresas mais pequenas, particularmente com as oportunidades criadas com os custos mais acessíveis no acesso às tecnologias na nuvem.

Indicou que a Oracle mantém o ritmo de crescimento na nuvem, em Portugal e a nível internacional, e vai continuar a crescer fortemente nessa área, acrescentou.

Hugo Abreu assinalou que a «cloud» abre caminho para que mais pequenas e médias empresas (PME) comprem tecnologia Oracle, embora em Portugal já houvesse bastantes PME clientes do negócio tradicional (não suportado na «cloud»).

O director-geral da filial portuguesa assinalou que a administração pública continua a ter um peso significativo no negócio da Oracle em Portugal, entre 20% a 30%.

Relativamente à influência do novo Regulamento Geral de Protecção de Dados da União Europeia (GDPR, na sigla inglesa) no negócio da Oracle, uma empresa líder na área das bases de dados, Hugo Abreu adiantou que a multinacional vende soluções tecnológicas que «endereçam muitas das exigências» daquele regulamento, o que tem um impacto positivo no negócio da companhia.

Observou que com o aproximar da entrada em vigor do GDPR, em Maio, há cada vez mais clientes a procurarem a Oracle para ficarem conformes com o regulamento.

O director-geral da Oracle Portugal destacou que muitos desses clientes já tinham tecnologia de bases de dados Oracle mas procuram soluções para terem garantias de segurança dos dados através da aquisição de um conjunto de tecnologias adicionais.

Os responsáveis da Oracle sublinharam que as empresas privadas e as organizações em Portugal já começaram a levar a sério a segurança dos seus dados e revelaram que a Oracle está a apostar no «autonomous database», que permite gerir os dados, detectar comportamentos suspeitos que possam indicar intrusões na base de dados, uma oferta que integrada com a «cloud» é um elemento diferenciador da companhia.

Os dirigentes da empresa em Portugal recordaram que se fala de inteligência artificial e de tecnologias sofisticadas esquecendo que só cerca de 40% das empresas em Portugal estão presentes na Internet.

Hugo Abreu assinalou que a Oracle investe quase 5 mil milhões de dólares por ano em investigação e desenvolvimento para oferecer aos seus clientes capacidade para evoluírem do mercado, tendo como prioridade a utilização da nuvem como maior factor de inovação.

Bruno Morais afirmou que as empresas vão comprar no mercado dados agregados, sem identificação das pessoas, e conjugá-los com os seus próprios dados, dos seus clientes, e isto está a começar por acontecer no retalho.

Os responsáveis da empresa indicaram que a Oracle lançou recentemente o «Universal Credit», que permite aos clientes adquirir um pacote de créditos para produtos e serviços na nuvem e não ficarem agarrados ao software que compraram, podendo evoluir para novos serviços na nuvem.

Além disso, a Oracle permite que os clientes possam utilizar na nuvem as licenças clássicas de software que já tinham sem pagar mais pela licença, suportando apenas o custo dos serviços cloud.

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