Comércio e reparação automóvel facturou 18,8 mil milhões euros em 2016

Publicado em 04/02/2018 15:00 em Notícias economia

O sector de comércio e a reparação de automóveis e motociclos facturou em Portugal 18,8 mil milhões de euros em 2016, revelou o secretário-geral da ACAP – Associação Automóvel de Portugal, Hélder Pedro.

Em encontro com a imprensa, Hélder Pedro indicou qua as cerca de 28 mil sociedades e empresas em nome individual tinham em 2016 um emprego directo de cerca de 93 mil trabalhadores.

O secretário-geral da ACAP indicou que o comércio de veículos automóveis novos em 2016 apresentou uma facturação de 14,4 mil milhões de euros.

Àquele valor acresce uma facturação de 1578 milhões de euros da área de manutenção e reparação de veículos, 1311 milhões de euros no comércio grossista de peças e de 1125 milhões de euros no comércio de peças a retalho.

O dirigente da ACAP indicou que o sector automóvel gerou 8,7 mil milhões de euros de receitas para o Estado português, mais de um quinto (20,1% das receitas fiscais totais), sendo 3364 milhões de euros de imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP), 2525 milhões de IVA sobre veículos,1371 milhões de IVA sobre combustíveis, 94 milhões de IVA das portagens, 774milhões de imposto sobre veículos (ISV) e 588 milhões de imposto único de circulação (IUC).

Hélder Pedro recordou que no ano passado foram vendidos em Portugal 266 385 veículos novos em Portugal (mais 7,7%), sendo 222 129 ligeiros de passageiros (mais 7,1%), 38 523 comerciais ligeiros (mais 10,4%) e 5733 comerciais pesados (mais 10,7%).

Hélder Pedro revelou que as vendas para empresas de aluguer de automóveis sem condutor (RAC – Rent a-Car) aumentaram o seu peso nas vendas totais de automóveis ligeiros de passageiros de 20% para 24%, a participação do sector de aluguer operacional de viaturas (AOV) manteve-se em 12%, enquanto as outras vendas baixaram 4 pontos percentuais, para 64%, ficando em 142 560 automóveis.

Feitas as contas sobre os dados da ACAP, as vendas de ligeiros de passageiros novos, com exclusão das vendas para RAC e AOV, cresceram cerca de 1%.

O peso das vendas de ligeiros de passageiros novos a gasóleo atingiu um máximo de 72% em 2013 e recuou a partir daí, ficando em 61% em 2017, enquanto as vendas de ligeiros de passageiros a gasolina recuperou no mesmo período, chegando aos 34% no ano passado. As vendas de automóveis que utilizam outras energias aumentaram de 2,7% em 2015 para 2,9% em 2016 e para 4,7% no ano passado, de acordo com a ACAP.

Hélder Pedro assinalou que as vendas dos veículos movidos a energias alternativas mais do que quadruplicaram (mais 333%) entre 2010 e 2017 e que as vendas de veículos eléctricos mais do que duplicaram (aumento de 111%) entre 2016 e o ano passado, embora não representem mais de 0,7% das vendas de automóveis novos.

Os veículos utilitários (classe B) mantiveram no ano passado aproximadamente o seu peso nas vendas totais de ligeiros de passageiros novos, com uma redução marginal, para 40,2%, e os familiares médios (classe C) aumentaram ligeiramente o seu peso, para 37,8%, representando em conjunto quase quatro em cada cinco (78%) dos automóveis vendidos. Os citadinos (classe A) foram 6,9% das vendas de automóveis.

A ACAP revela, também, que as três classes mais altas somaram em 2017 pouco mais de 15% das vendas de ligeiros de passageiros: a D (familiares grandes) 11,6%, a E (classe superior) 3,2% e os automóveis de luxo (classe F) 0,4%.

O crescimento continuado das importações de ligeiros de passageiros usados, que em percentagem das vendas de novos passaram de 15,6% em 2013 para 29,8% no ano passado, num total de 66 193 automóveis, preocupa os dirigentes da ACAP.

Hélder Pedro destacou que em 2017 as vendas de ligeiros de passageiros usados importados cresceram 13%, acima dos 7% de aumento nos novos, e indicou que a idade média dos usados importados é de cinco anos.

A idade média do parque automóvel em Portugal mantém-se elevada, próxima dos 15 anos para os pesados (14,9 anos para os pesados de mercadorias, 14,8 para os pesados de passageiros).

Os ligeiros de passageiros que circulam em Portugal têm uma idade média de 13,3 anos, um pouco acima da média de 12,5 anos dos comerciais ligeiros.

Portugal tem 437 ligeiros de passageiros por mil habitantes, o que coloca o país em vigésimo lugar na União Europeia (UE), muito longe dos 677 do líder (Luxemburgo) ou dos 614 da Itália, 576 de Chipre, 555 da Alemanha ou 544 da Áustria, segundo os dados da ACAP.

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