Check Point cresceu a dois dígitos em 2017 em Portugal

Publicado em 12/01/2018 00:07 em Segurança Informática

A facturação da multinacional de segurança informática para empresas Check Point cresceu a dois dígitos em Portugal em 2017, em crescimento pelo segundo ano consecutivo, revelou hoje Rui Duro, responsável pela filial portuguesa da companhia.

Em encontro com a imprensa, Rui Duro salientou que o quarto trimestre do ano passado foi o melhor de sempre em Portugal e observou que o crescimento dos últimos dois anos é muito positivo, porque não é fácil um fabricante maduro, com dimensão, ter aquele ritmo de crescimento.

Indicou que a Check Point tem 18 anos de presença em Portugal e tem actualmente sete trabalhadores, um dos quais no Porto, salientando que a partir do momento em que a empresa passou a ter uma pessoa no local o negócio na zona do Porto disparou.

Rui Duro revelou que os trabalhadores em Portugal são gestores de contas e engenheiros de vendas, sendo o suporte técnico feito a partir de centros de suporte em Israel, Estados Unidos, Canadá e Japão, utilizando para Portugal o inglês.

Revelou que em Maio de 2017 uma empresa concorrente contratou dois dos cinco trabalhadores da companhia em Portugal mas que, ao contrário do que se poderia esperar porque os clientes normalmente conhecem os fornecedores através das pessoas com quem contactam, até agora a Check Point não perdeu clientes, embora tal ainda possa acontecer.

Salientou que a companhia contratou a seguir três novos trabalhadores e reorganizou a equipa, que tem agora sete pessoas.

Rui Duro prevê que a nuvem («cloud»), a Internet das Coisas (IoT, na sigla inglesa) e as telecomunicações continuarão a crescer, mas prevê-se um grande incremento no «Business Analytics», devido aos enormes volumes de dados, e a segurança também vai crescer, embora em novos moldes.

Admitiu que em Portugal a área da segurança vai crescer, se não em 2018 pelo menos a partir de 2019, e disse que o Regulamento Geral de Protecção de Dados (GDPR, na sigla inglesa) da Un ião Europeia, que entra em vigor em Maio próximo, também vai induzir uma dinamização do sector de segurança informática.

Relativamente à «cloud», Rui Duro previu que não vai voltar atrás mas também não vai ser o que se esperava, não vamos ter 100% dos dados na nuvem, porque os clientes dizem que para a nuvem vão os dados que não são críticos, os críticos para o negócio ficam em casa.

Previu que se irá verificar um abrandamento no crescimento da nuvem, observando que na União Europeia já se está a levantar o problema de os dados das empresas europeias estarem fora da região, nomeadamente em servidores situados nos Estados Unidos.

Indicou que muitos fornecedores de serviços na nuvem não aceitam ser responsabilizados por ataques informáticos e remetem para os clientes as questões de segurança, o que significa que as empresas têm de ter na nuvem os mesmos princípios de segurança que têm nos servidores internos.

Sobre a IoT, Rui Duro comentou que «ainda não é nada, é como a ‘cloud’ há cinco anos», admitindo que os fabricantes vão lançar produtos ligados às Internet para não perderem o combóio, mas numa segunda fase, quando começarem a surgir em larga escala problemas na área do IoT devidos aos ciberataques, vão ter de apostar na segurança informática dos equipamentos.

Indicou que se fazem actualmente equipamentos muito rápidos e baratos, nomeadamente routers, que depois têm grandes vulnerabilidades de segurança e comprometem as redes Internet.

Alertou também para o crescimento da ciberguerra, que está a substituir em certos casos a guerra com armas, indicando que os Estados Unidos têm uma divisão de ciberguerra, comandada por um general, que pequenos países como a Letónia também estão presentes nesta área e que, no âmbito da NATO, o exército português também está a preparar-se e faz todos os anos o Ciber Perceu, um exercício de ciberguerra que envolve também empresas nacionais.

Rui Duro revelou que a Check Point tem cerca de 500 empresas clientes em Portugal e seis dezenas de parceiros, embora uma dezena de parceiros representam a maior parte do negócio de parceiros.

O responsável da Check Point salientou que a companhia é líder em segurança móvel e sublinhou que o Sandblast Mobile é uma aplicação da empresa que faz a análise do sistema operativo dos smartphones, analisa as rede wireless, inspecciona as aplicações instaladas e faz uma análise comportamental do dispositivo.

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