Portugal teve 18,2 milhões de entradas de turistas em 2016

Publicado em 08/12/2017 01:45 em Notícias economia

Portugal teve no ano passado 18,2 milhões de entradas de turistas não residentes, a que acrescem 10,1 milhões de entradas de excursionistas (visitantes que não pernoitaram), atingindo um total de 28,3 milhões de visitantes oriundos do estrangeiro, indicou hoje o INE.

Do total de entradas de turistas em 2016, destaque para os 4,7 milhões de residentes em Espanha (25,6%, mais de um quarto do total), 3,1 milhões do Reino Unido (17,2%), 2,7 milhões de França (14,7%) e 1,6 milhões da Alemanha (8,5%).

Relativamente às entradas de turistas não residentes, quase um em cada quatro (23,4%) dizia respeito a turistas «de ascendência portuguesa», categoria em que estão incluídos os emigrantes não sazonais portugueses, segundo o INE.

A relação com a emigração fica patente quando 69,2% dos turistas oriundos da Suíça têm ascendência portuguesa, o mesmo acontecendo com 44,6% dos vindos de França, e 34,5% dos provenientes do Brasil.

Os residentes em Espanha representaram quase três em cada quatro (74,0%) dos excursionistas não residentes entrados em 2016, num total de 7,5 milhões de entradas, seguindo-se o Reino Unido (9,0%) e a França (5,2%), indicou o INE.

O INE precisa que entraram em Portugal por via aérea 73,1% dos turistas não residentes e 1,6% dos excursionistas, enquanto por estrada vieram 26,8% dos turistas e 88,8% dos excursionistas e a via marítima (navios de cruzeiro) esteve na base de 9,7% dos excursionistas entrados em 2016, num total de quase 1 milhão (994,2 mil).

Mais de sete em cada dez (70,3% dos turistas não residentes vieram a Portugal por motivos de lazer, recreio ou férias, 19,9% das entradas foram motivadas pela visita a familiares e amigos e 7,7% relacionaram-se com motivos profissionais, adianta o INE.

O número de visitantes entrados em Portugal no ano passado ascendeu a 28 305,1 milhões e mais de dois terços (68,4%) corresponderam a residentes de apenas três países: Espanha, com 12 129,3 milhões (42,9% do total), Reino Unido, com 4 037,1 milhões (14,3% do total), e França, com 3 190,5 milhões (11,3% do total).

De acordo com o INE, dos 13 838,5 milhões de visitantes que entraram em Portugal por via rodoviária, 11 396,8 milhões residiam em Espanha.

Mais de sete em cada dez (71,3%) turistas que entraram em Portugal já tinham estado anteriormente no país, o que é particularmente notório na Suíça (85,3%), Espanha (82,5%) e Irlanda (80,1%).

Mas se limitarmos a entrada dos turistas em 2016 aos que não tinham ascendência portuguesa, ainda assim mais de três em cada cinco (63,9%) já tinham estado em Portugal, ascendendo a 80,6% no caso dos residentes em Espanha, 79,3% na Irlanda e 73,0% no Reino Unido, afirma o INE.

A opção por visitar foi a primeira escolha indicada por 16,1 milhões de turistas (88,2% do total), com percentagens acima de 90% na Irlanda, Suíça e Reino Unido.

Contando só os turistas sem ascendência portuguesa, o destino Portugal foi a primeira escolha para 12,2 milhões (87,4%).

Dos turistas não residentes que vieram a Portugal no ano passado, 36,5% tinham entre 25 e 44 anos, 33,9% entre 45 e 64 anos, 19,8% menos de 25 anos e 9,8% mais de 65 anos.

Analisando pelo tempo de maior permanência, a área metropolitana de Lisboa foi a preferida por 31,1% dos turistas e o Algarve por 26,3% (60,9% para os do Reino Unido e 79,9% para os da Irlanda), revela o INE.

As entradas de turistas não residentes geraram 144,4 milhões de dormidas em Portugal e, de acordo com as respostas ao inquérito, o alojamento privado gratuito e em residências secundárias representaram 49,4% das dormidas, tendo os meios de alojamento turístico um peso de 36,0%.

O INE adianta que, numa escala de 1 a 10, os turistas avaliaram a viagem e estadia em Portugal com uma nota média de 8,81, mas ficou sempre acima de 8,5%. As avaliações mais baixas vieram dos residentes na Holanda (8,52) e França (8,65), enquanto entre as principais proveniências as maiores notas médias foram dadas pelo Brasil (9,25), pelo Reino Unido (9,02) e pelos Estados Unidos (9,01).

Por motivos da viagem, a avaliação média foi de 8,89 nas visitas a familiares/amigos, de 8,82 nas viagens de lazer/férias e 8,53 nas viagens profissionais.

O INE estima que o gasto médio diário per capita dos turistas não residentes foi de 95,7 euros, ascendendo a 102,5 euros nas chegadas por via aérea e reduzindo-se para 61,4 euros nas vindas por via rodoviária.

Os turistas do Brasil gastaram 166,3 euros por dia e pessoa, os dos Estados Unidos 146,1 euros, os da Irlanda 115,0 euros, os dos países nórdicos 111,9 euros, os da Itália 108,5 euros, os do Reino Unido 107,2 euros e os de Espanha 89,0 euros.

O INE indica que em relação aos países com taxas elevadas de entrada de turistas com ascendência portuguesa, o gasto médio diário dos residentes na Suíça foi de 78,4 euros (superior nos que entraram por via aérea, inferior nos que vieram por estrada), e dos residentes em França foi de 64,2 euros

Quanto aos excursionistas não residentes, o INE estima que o gasto médio por pessoa foi de 46,4 euros, que se reduz para 34,0 euros para os que entraram por via rodoviária, aumenta para 99,7 euros para a via marítima (cruzeiros) e atinge 387,6 euros para os que vieram de avião.

O INE indica que as saídas de residentes em Portugal para o estrangeiro somaram 13,8 milhões, dos quais 8,5 milhões em excursões, essencialmente por via rodoviária.

Quase quatro em cada cinco (78,8%) das saídas de residentes em Portugal (turistas e excursionistas) fizeram-se por via rodoviária, sendo 48% por razões de lazer, 26,1% por assuntos profissionais e 23,8% por visita a familiares e amigos.

Segundo o INE, os turistas residentes somaram 91,7% dos gastos totais no estrangeiro e os excursionistas 8,3%, sendo 74,1% dos gastos feitos pelos que viajaram de avião e 25,9% pelos que saíram por via rodoviária. Os gastos dos que saíram por motivos de lazer representaram mais de metade (56,3%) do total.

O INE acrescenta que a rubrica transportes internacionais representou mais de um quinto (20,3%) das despesas dos residentes em viagens ao estrangeiro, o alojamento 19,0% e os restaurantes/bares/discotecas 16,6%.

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