Economia portuguesa deverá crescer 2,6% em 2017

Publicado em 14/11/2017 23:37 em Análise económica

A economia deverá crescer 2,6% em 2017, tendo em conta os dados das estimativas rápidas do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, hoje divulgadas pelo INE.

Basta que o produto cresça 0,3% em cadeia no último trimestre para o crescimento anual ficar em 2,6%, ficando em 2,5% se a variação em cadeia for inferior, o que não se afigura muito provável, nomeadamente em função da forte procura turística e de um reforço do efeito Web Summit.

E é preciso um crescimento de pelo menos 0,9% em cadeia no último trimestre de 2017, possível mas não muito provável, para o crescimento anual atingir 2,7%.

O INE indicou hoje que no terceiro trimestre o PIB cresceu 0,5% em cadeia no terceiro trimestre, acima dos 0,3% do segundo trimestre mas abaixo dos 0,9% de idêntico trimestre do ano passado.

O crescimento homólogo do PIB foi de 2,5%, uma clara descida face aos 3,0% do segundo trimestre, mas que se deve fundamentalmente a um efeito da base de comparação. De facto, nos dois primeiros trimestres do ano passado verificou-se um crescimento anémico, a que se seguiu uma forte aceleração nos dois últimos trimestres de 2016.

Após a aceleração do PIB verificada na última metade de 2016, era de esperar um crescimento homólogo mais forte no primeiro semestre do ano em curso e uma desaceleração homóloga na segunda metade devido à base de comparação.

O INE revela que para o crescimento em cadeia do terceiro trimestre contribuiu a aceleração do consumo privado, que mais do que compensou a desaceleração do investimento, mas em comparação com o segundo trimestre a procura interna teve uma ligeira redução do seu contributo para o crescimento do PIB, devido à queda do investimento e apesar do crescimento em cadeia do consumo privado.

A procura externa líquida deu uma contribuição negativa para a variação homóloga do PIB, com as exportações de bens e serviços a abrandarem e as importações a acelerarem, mas em cadeia as exportações de bens e serviços cresceram mais do que as importações, adianta o INE.

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