Algumas empresas recolhem agressivamente informação clientes

Publicado em 09/11/2017 00:34 em Web Summit

O CEO e co-fundador da Vivaldi Technologies, Jon von Tetzchner, considerou que há empresas a recolher agressivamente informação dos seus clientes e considerou que quem quer estar na Internet acaba por ter de abdicar de alguns direitos de privacidade.

Falando quarta-feira na Web Summit, explicou que os termos das políticas de privacidade não se podem negociar com as empresas e os utilizadores ou recusam e não têm o serviço ou se assinam aceitam.

O CEO da Vivaldi defendeu que as empresas têm obrigação de manter a segurança dos seus clientes e defendeu que a recolha de informação e o uso desses dados devem ser regulados por legislação.

Não sei porque é que a privacidade dos utilizadores deve ser menos importante do que os interesses dos anunciantes, observou Tetzchner.

O fundador da Vivaldi assinalou que as companhias tecnológicas são globais e as questões de protecção da privacidade dos consumidores devem também ser tratadas de forma global.

Robert Wainwright, director da Europol, disse que os sectores tecnológicos e as empresas recolhem dados mas têm de garantir a segurança dessa informação e considerou que tem de haver proporcionalidade e respeito pelos direitos e privacidade dos cidadãos.

Indicou que muitas vezes se recolhem dados sem qualquer justificação e apontou a privacidade como um direito fundamental em democracia.

O director da organização de polícias da União Europeia observou que no comércio electrónico há por vezes grandes abusos nesse domínio.

Em relação à encriptação das comunicações e dos dados, Wainwright reconheceu que prejudica as investigações mas considerou que é difícil legislar garantindo a proporcionalidade das soluções.

Em relação às medidas de protecção dos clientes das empresas, observou que as bases de dados das companhias têm em muitos casos baixos níveis de segurança e muitas não têm os dados encriptados.

Susan Herman, presidente da União das Liberdades Civis dos Estados Unidos, destacou que após os atentados de 9 de Setembro as autoridades dos EUA passaram a justificar os atentados à privacidade em nome da segurança.

Afirmou que as pessoas são constantemente vigiadas e se as autoridades estão constantemente a vigiar os cidadãos a democracia é posta em causa.

Susan questionou porque é que os fornecedores de comunicações e Internet devem manter registos dos dados das comunicações dos clientes.

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