Dados são um dos produtos básicos mais valiosos

Dados são um dos produtos básicos mais valiososPublicado em 08/11/2017 02:28 em Web Summit

O CEO da Intel, Brian Krzanich sustentou terça-feira que os dados se estão a tornar numa das «commodities» (produtos e serviços básicos) mais valiosos.

Falando na Web Summit, o presidente executivo da Intel destacou que o petróleo transformou o século XX e os dados vão transformar o futuro.

Precisou que, em média, cada utilizador de Internet tem um tráfego mensal de 1,5 gigabytes (Gb), cada veículo autónomo gera até 4 terabytes (Tb, 1024 Gb) por dia e os fornecedores de vídeo na cloud vários petabytes (Pb, um milhão de Gb) diários.

Brian Krzanich salientou que os dispositivos que utilizamos no dia-a-dia produzem enormes quantidades de dados e a inteligência artificial (AI, na sigla inglesa) tem possibilidades ilimitadas e traz oportunidades que permitem gerar um grande valor.

Observou que o Movidius Neural Compute Stick, um pequeno dispositivo neural USB que é um acelerador de inteligência artificial e pode ser ligado a diferentes dispositivos, lançado há menos de quatro meses pela Intel, torna a Ai mais facilmente disponível.

O CEO da Intel afirmou que o Movidius instalado num drone pode ser utilizado para salvamentos, largando um colete de salvação junto à pessoa em dificuldades, alertar para a presença de tubarões ou outros animais marinhos perigosos próximos das praias, ou mesmo largar sobre eles objectos que os afugentem.

Acrescentou que os veículos são outra área onde há grandes oportunidades para o Movidius e a inteligência artificial.

Krzanich mostrou o automóvel autónomo da Intel, com vários sensores, câmaras e radares integrados num sistema que permite a condição autónoma e que deverá estar nas estradas no próximo ano, e recordou que hoje há 30 milhões de veículos autónomos no mundo.

Defendeu que os veículos autónomos podem contribuir para reduzir o número de mortes nas estradas, um milhão por ano no mundo, grande parte em acidentes devidos a erros humanos.

Brian Krzanich apresentou um conjunto de exemplos de utilização de inteligência artificial que permitem uma experiência imersiva no visionamento de desportos como futebol, futebol americano ou basquetebol, em que a lntel está envolvida, com 36 câmaras à volta dos estádios que permitem criar essa experiência.

Defendeu que o futuro dos media é proporcionar uma experiência imersiva através de uma mistura de computação e AI.

Krzanich apresentou como exemplo de como a AI pode melhorar a vida das pessoas o caso das crianças desaparecidas, dois milhões delas exploradas sexualmente, que a partir de fotos de todas essas crianças pode identifica-las com a sua aparência actual e contribuir para combater esse flagelo.

Na Intel, não só vemos o futuro como o construímos, concluiu o CEO da multinacional.

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