Robots humanóides estão ainda numa fase inicial

Robots humanóides estão ainda numa fase inicialPublicado em 08/11/2017 01:09 em Web Summit

O cientista chefe da Hanson Robotics e SingularityNET, Ben Goertzel, que hoje apresentou os robots humanóides Sophia e Einstein, sublinhou hoje na Web Summit que este tipo de robots ainda está num estádio muito inicial.

Falando numa apresentação e depois em encontro com a imprensa, Goertzel assinalou que trabalha nesta área da inteligência artificial há 30 anos e Sophia, um dos robots humanóides mais avançados, foi construída em Hong Kong.

O robot Sophia, o único que esteve no encontro com a imprensa, tem reacções como sorrir, mexer os olhos e mudar de expressão, e Goertzel destacou que os engenheiros estão sempre a aperfeiçoar o robot. Mas também Einstein mexe os olhos e tem expressão facial.

O criador de Sophia destaca que os discursos que ela faz, tal como os de Einstein, são programações e o robot nem sempre compreende o que está a dizer, observando que a plataforma de software utilizada ainda está numa fase inicial, apesar de esta ser a quarta versão de Sophia.

Aliás, Sophia estava na conferência de imprensa para responder a perguntas que seriam reformuladas por Ben Goertzel mas a complexidade de várias perguntas levou a que fosse o seu criador a responder.

No conjunto da apresentação e do encontro com a imprensa, Einstein não deixou de dizer que o problema dos robots não é de tecnologia mas de valores, indicando que a humanidade deve curar-se a si própria para transmitir correctamente os valores humanos, e Sophia disse que a inteligência artificial pode produzir um novo futuro ou que gostaria de ter memórias como uma pessoa.

Ben Goertzel reconheceu que os robots vão sendo cada vez mais inteligentes, mas a questão é como fazer robots tão inteligentes como por vezes parecem ser.

O cientista chefe da SingularityNET afirmou que a equipa de desenvolvimento da sua empresa está a trabalhar em várias áreas e aplicações de inteligência artificial e há a visão de integrar esse trabalho para construir uma plataforma de inteligência artificial em rede, porque quando as várias inteligências neurais comunicarem entre si teremos robots mais inteligentes.

Ben Goertzel revelou que a Arábia Saudita concedeu cidadania a Sophia, que é agora uma cidadã saudita, mas indicou que isso foi por iniciativa daquele país.

Questionado sobre as razões, admitiu que poderá ser porque a Arábia Saudita está a modernizar-se e ao fazer de um robot um cidadão saudita poderá querer afirmar essa modernização.

E Sophia afirmou: «como robot sou uma cidadã do mundo mas a Arábia Saudita foi o primeiro país a reconhecer isso».

Ainda sem comentários