Com uso inteligente tecnologias vamos onde só sonhávamos

Publicado em 08/11/2017 00:18 em Web Summit

Quando as pessoas usam as tecnologias de forma inteligente vamos até onde só sonhávamos poder ir, defendeu Max Tegmark, físico e investigador do MIT -Massachussets Institute of Technology e presidente do Instituto Future of Life.

Falando hoje na Web Summit, Tegmark questionou até onde é que pretendemos chegar com a inteligência artificial (AI, na sigla inglesa) e observou que a ciência sabe cada vez mais sobre o nosso universo.

Apontou como etapas a Vida 1.0, a simplesmente biológica, a Vida 2.0, com a componente cultural, e a Vida 3.0, com o desenvolvimento da tecnologia, que permite à humanidade ir mais longe.

Max Tegmark definiu inteligência como a capacidade de atingir metas complexas e considerou que o supercomputador Deep Blue da IBM já significou inteligência de máquinas construídas pelo homem.

Observou que as máquinas já fazem traduções, conduzem veículos, reconhecem a fala, vêem, memorizam rotas, jogam xadrez, resolvem problemas matemáticos e perguntou quão longe poderão ir.

Tegmark afirmou que em tudo a tecnologia pode servir para o bem ou para o mal, a biologia pode servir para encontrar curas ou produzir armas biológicas e a química pode servir para produzir novos materiais ou para armas químicas.

Relativamente à inteligência artificial, considerou que o bom senso obriga a banir armas letais autónomas, destacando que a AI deve servir para produzir soluções e deve assegurar que a contribuição da AI para a saúde nos torna mais saudáveis.

Max Tegmark sustentou que é preciso investir na investigação para a segurança da inteligência artificial e preconizou que se comece já a pensar na segurança da superinteligência artificial que teremos daqui a 30 anos.

É preciso pensar que tipo de futuro queremos realmente, que futuro gostaríamos de ter, concluiu.

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