McAfee apresenta em Portugal produtos consumo 2018

Publicado em 21/09/2017 01:10 em Segurança Informática

A companhia especializada em segurança informática McAfee apresentou hoje em Lisboa os seus produtos de segurança para o consumo 2018, com várias funcionalidades novas ou melhoradas.

Marc Vos, gestor sénior global na área do consumo, assinalou que a McAfee, cujo capital tinha sido comprado na totalidade pela Intel e passado a chamar-se Intel Security, recuperou a anterior denominação e voltou a ser uma companhia independente, o que lhe dá maior flexibilidade, e a Intel detém agora apenas 49% do seu capital.

Marc Vos destacou que a versão 2018 têm uma nova consola de utilizador para Windows e Mac e tem um interface de utilizador completamente redesenhado, mais intuitivo, e integra um Action Center, que mostra as acções de protecção que o produto executou.

A edição agora lançada tem uma instalação mais rápida e que ocupa menos espaço, o que é conseguido instalando apenas as funções de protecção essenciais, enquanto outras (como o controlo parental) só são instaladas a pedido dos utilizadores, adiantou.

Marc Vos destacou que o motor anti-vírus melhorou com o novo McAfee Real Protect que tem modelos de aprendizagem automática e está instalado no computador, o que significa que pode actuar quando o dispositivo está online.

Destacou que o malware vem muitas vezes escondido em aplicações e a McAfee reforçou a vigilância de novas ameaças não conhecidas , nomeadamente ameaças «zero day».

Indicou que também novo é o processo de remoção de ransomware para dispositivos Android, redesenhado para bloquear aplicações detectadas com ransomware e permitir ao utilizador remover a aplicação.

Acrescentou que a funcionalidade de segurança Wi-Fi para Android foi também redesenhada, permitindo indicar quais as ligações seguras e aquelas que não devem ser utilizadas, para além da protecção contra malware, contra aplicações que acedem aos dados privados ou localização e proporciona navegação segura, entre várias outras funcionalidades.

Em relação a dispositivos iOS, da Apple, como o iPhone, Marc Vos recordou que a Apple não permite protecção anti-malware mas a MacAfee melhorou algumas funcionalidades para iOS, nomeadamente para casos de perda e roubo, e foram adicionados «cartões» digitais de alertas ou recomendações.

O responsável da McAfee destacou que o ransomware é o software que teve recentemente maior desenvolvimento e aumento de sofisticação e é actualmente vendido pronto a usar em exploit Kits ou a partir da nuvem como «ransomware as a service», permitindo que criminosos sem conhecimentos para desenvolver ransomware executem ataques.

Adiantou que edição 2018 traz novas funcionalidades de protecção nas redes Wi Fi públicas que bloqueiam ataques e dão alertas vermelhos, suportam ligações VPN (encriptadas) e mantêm o anonimato.

Marc Vos disse que a companhia começou por vender produtos específicos, a partir de 2012 começou a vender pacotes de segurança e actualmente aposta na protecção para a Internet das Coisas (IoT), para todos os dispositivos ligados à Internet, através de um novo produto para routers, a instalar por fabricantes de routers ou fornecedores de serviços Internet, que bloqueia os ataques na rede ao nível do router.

Previu que no futuro a companhia disponibilizará para os utilizadores finais plataformas de segurança para todos os dispositivos ligados à rede, desde televisões até frigoríficos e outros electrodomésticos, também baseado na protecção de routers.

Questionado pelo Falar de Economia e Tecnologia sobre o número de falsos positivos detectados nos testes da AV-Comparatives, embora tenha bom desempenho na detecção de malware efectivo, Marc Vos afirmou que o novo motor AV de próxima geração, com Real Protect, que tem capacidades de «machine learning» e que visa melhorar o desempenho contra ameaças sofisticadas ou desconhecidas, com ligação à nuvem para análise de comportamentos, justifica a situação.

Acrescentou que em testes como os da AV-Comparatives, que são testes de stress com envio de grandes quantidades de malware para verificar as taxas de detecção, aquele tipo de protecção pode gerar falsos positivos, que vão diminuindo à medida que aumenta a aprendizagem e capacidade de detecção daquelas ferramentas.

Indicou que o desempenho da McAfee nos testes da AV-Compatives melhorou e que o número de falsos positivos diminuiu.

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